A Loja Maçônica 28 de Janeiro, de Bandeirantes, prestou homenagem recentemente ao produtor rural e empresário Serafim Meneghel, que por mais de três décadas esteve à frente da Usina de Açúcar e Álcool Bandeirantes, vindo a falecer no último dia 22 aos 88 anos de idade de causas naturais.

Segundo os membros da Loja de Bandeirantes, Serafim Meneghel era considerado uma das mais importantes lideranças no Norte Pioneiro e também visto como uma personalidade folclórica na região. “Ele foi atuante na criação do Sindicato Rural no Município, presidente do time de futebol União Bandeirantes, clube que foi fundado pelo pai em 1964. Além de um perfil visionário, empreendedor, e acima de tudo, de bom coração. Serafim foi um dos responsáveis pelo desenvolvimento da agricultura na região, sem dúvida”, argumentou o grupo da 28 de Janeiro.

Como presidente do Sindicato Rural de Bandeirantes e membro da Loja Maçônica, Renato Rosa Domingues, ressaltou que a perda de Serafim Meneghel deixa de certa forma o Município ‘órfão’. “Devido a sua generosidade, ele tinha o costume de ajudar as pessoas que o procuravam e mantinha uma relação afetuosa com todos moradores. Conhecia dos boias-frias aos empresários, tratando a todos indistintamente”, mencionou e recordou que há 23 anos conheceu Serafim numa condição semelhante, pois um incêndio consumiu a cana com a qual ele trataria das vacas, em seu sítio, em Cambará. Na época, foi procurar ajuda a Serafim e pediu ao usineiro um pouco de anapiê para plantar e tratar dos animais. Ambos só se reencontraram três anos depois, em uma reunião social em um clube de Bandeirantes, após Domingues ter se mudado para o Município. “Ele veio a minha mesa, cumprimentou a todos. Quando chegou em mim, perguntou: ‘E o anapiê? Deu certo? Cresceu?’. Mais de três anos depois, ele ainda se lembrava da história. Era uma pessoa boa, que não se esquecia de ninguém”, disse Domingues. A generosidade do usineiro também abrangeu a formação dos trabalhadores nos cursos promovidos pelos Senar-PR, assim como a graduação de funcionários e filhos deles como engenheiros agrônomos. Além disso também apoiou entidades, uma delas a própria Loja 28 de Janeiro, na doação da cobertura com todo o telhado durante a construção da sua sede.

“Ele era descrito como um homem de hábitos simples, encontrar os amigos, tomar um trago de cachaça, sem luxos, e sempre com seu chapéu de palha, barba longa e branca”, descreveu Domingues.

A missa de sétimo dia foi realizada no sábado (28) passado de forma remota, devido a pandemia do novo Coronavirus.

A Loja Maçônica 28 de Janeiro deixa sua homenagem, respeito e condolências à esposa Carlota, aos três filhos, oito netos e 11 bisnetos.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui