“Eu estou emocionada! Venho há 14 anos fazendo tratamento da esclerose múltipla, então não via a hora de chegar a minha vez. Estávamos aguardando ansiosos a chegada da vacina e realmente tomar, para mim é uma emoção. Que venham doses para os mais novos, que tenha vacina para toda a nossa nação”, relatou Amanda Frezzato Catelan, 44, após receber a primeira dose da vacina contra a Covid-19, no último dia 01.
Isso foi possível, porque o município de Bandeirantes recebeu nesta semana 1176 doses da vacina Pfizer/BioNTech. Com isso, a Secretaria Municipal de Saúde e o curso de Enfermagem da UENP (Universidade Estadual do Norte do Paraná) realizaram o processo de imunização da população com a vacina da farmacêutica norte-americana.
“Ficamos muito satisfeitos de a Universidade, através do curso de Enfermagem, poder auxiliar a Secretaria Municipal nessa campanha de vacinação. Sabemos que para superar essa pandemia precisamos vacinar acima de 75% da população geral e é um desafio enorme. Mas tendo as vacinas, conseguimos adiantar a imunização”, disse o enfermeiro e professor da UENP, Ricardo Castanho Moreira.
O secretário de Saúde de Bandeirantes, Wanderson de Oliveira, enalteceu a parceria com a Universidade que disponibilizou para o município um ultrafreezer de -80 graus para armazenamento das vacinas, além da atuação direta do curso de Enfermagem na imunização da população. “Para nós, o êxito é isso aqui. A gente está se colocando como um município pequeno, recebendo a vacina da Pfizer. Uma vacina complicada, complexa, cheia de detalhes para ser ministrada. O que acontece aqui hoje é fruto de um trabalho conjunto da Secretaria de Saúde, da administração pública e da UENP, e com isso podemos ampliar a oportunidade de vacinação para a comunidade”, acentuou. “A vacina é o maior mecanismo para conter a propagação do vírus, e com esse corpo de profissionais estamos dando um grande passo e contribuindo para nossa população”, finalizou o secretário.
A população atendida nesse momento em Bandeirantes, de acordo com o Plano Nacional de Imunização, são pessoas com morbidades ou deficiência permanente, de 18 anos ou mais, comprovadas por meio de formulário que o paciente adquiriu junto ao médico ou unidade de saúde, além de idosos que ainda não haviam sido imunizados.
Leonice Galdino, 44, faz tratamento para osteomielite óssea e precisa de órtese para poder andar, e compareceu ao Salão Paroquial do Santuário de Santa Teresinha, onde está acontecendo o mutirão, para receber a primeira dose. “Agora que tem vacina para nós que temos problema de saúde, deficiência no meu caso, eu vim o quanto antes. Posso ficar mais tranquila, estou muito contente, chegou a minha vez, só continuar se cuidando. Se os estudiosos da ciência sabem que é bom, então a gente tem que acreditar e tomar a vacina”, relatou.
PARCERIA IMPORTANTE – Aproximadamente 20 estudantes do 4º ano de Enfermagem, 12 professores e agentes universitários estiveram envolvidos na campanha de vacinação, prestando auxílio à secretaria de saúde de Bandeirantes. “É fundamental essa parceria. Se a Universidade não estivesse aqui nos ajudando, não estaríamos atendendo toda essa demanda. Então com a UENP, nós tivemos a possibilidade de atender uma maior abrangência”, afirmou a enfermeira e coordenadora do Setor de Imunização do município, Carla Caroline Zanatta.
Segundo a coordenadora do curso de Enfermagem da UENP, Emiliana Cristina Melo, a comunidade acadêmica envolvida no mutirão foi composta por professores e alunos que já receberam as duas doses da vacina. “Nós buscamos garantir essa imunidade para que eles estivessem se expondo nesse trabalho. A importância desse momento se estende a um nível social e acadêmico, ou seja, é a interação entre a sociedade e a comunidade acadêmica, é uma forma de aprendizado para os nossos alunos, bem como uma forma de reconhecimento da sociedade para com a Instituição”, ressaltou Emiliana.
PREVENÇÃO A COVID-19 – O município já vacinou até o último dia 04, 8.470 habitantes, com a primeira dose, e 4.055 pessoas com as duas doses das vacinas contra a Covid-19. O avanço da imunização não altera a necessidade de cuidados para se evitar o contágio, acentua o professor Ricardo Castanho.“Higienizar com frequência as mãos com água e sabão ou álcool 70%; evitar aglomerações; utilizar máscara de tecido sempre que estiver fora de casa e evitar aglomerações, sobretudo festas e comemorações, é o mínimo que podemos fazer”.




