Assumiu como presidente da entidade, pelos próximos três anos, Maria Eugenia Carneiro, que ao lado dos demais diretores e associados, passou a estar frente de ações na defesa dos direitos do funcionalismo público municipal da Prefeitura

Regiane Romão

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais da Prefeitura de Bandeirantes realizou no final de 2021 eleição para a escolha da sua nova diretoria. A chapa composta, como presidente Maria Eugenia Carneiro; 1º secretária Jaqueline Jislaine Barbosa; tesoureira Juliana Carvalho Pereira; conselho Fiscal Isaias Gomes da Silva Junior, passa a estar frente das ações de diálogo, articulação, mediação, mobilização e defesa dos direitos dos funcionários públicos da Prefeitura, SAAE (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) e Câmara Municipal por três anos.

A equipe do jornal Folha do Norte conversou com a presidente Maria Eugenia que expôs um pouco dos trabalhos e perspectivas para a categoria.

JORNAL FOLHA DO NORTE – Por que colocou seu nome à disposição como presidente da chapa?

MARIA EUGENIA CARNEIRO – Sou secretária escolar e estou há 15 anos no serviço público. Desde que tomei posse em meu concurso em 26 de abril de 2007, também já me sindicalizei. Coloquei meu nome à disposição na verdade, porque fui incentivada por um grande amigo de Santa Mariana que vinha até Bandeirantes para ensaiar os alunos da escola onde trabalho, a tocar fanfarra. Hoje ele é vereador em Santa Mariana, é o Marcos Maia. Além disso, também senti a necessidade de fazer algo. Muito se reclama e poucos tem a coragem de dar o nome, de lutar pelas causas justas e necessárias dos servidores públicos. Sendo assim, observando que a maioria das pessoas tinha vontade, porém, receio que por motivos diversos, dentre eles, retaliações, críticas ou até mesmo prejuízo funcional, resolvi me candidatar e fazer o possível pela classe.

JFN – Qual a posição do Sindicato em relação a suspensão publicada referente a incorporação de gratificação ao salário, via decreto municipal?

MEC – O Sindicato é contra quaisquer retiradas de benefício do servidor sem que seja realizado e implementado o Plano de Cargos e Carreiras com um salário justo para todos os servidores.

JFN – O Sindicato pretende fazer alguma coisa em relação a isso?

MEC – Vamos aguardar o retorno do prefeito Jaelson Matta, que está de férias no momento. Queremos marcar uma reunião e ver qual será a tomada de decisões dele; solicitar na íntegra o que está sendo solicitado pelo MP e TCE-PR, para que possamos levar ao nosso jurídico e achar a melhorar forma de amparar os funcionários.

JFN – Referente ao Plano de Cargos e Salário, houve alguma conversação com o Executivo Municipal?

MEC – Tivemos apenas uma reunião, na qual o Sindicato solicitou um local para atendimento próximo a Prefeitura, isto para facilitar ao servidor a buscar por informações e esclarecer dúvidas, além de fazer suas reinvindicações. A sinalização foi positiva, porém nada ficou definido. Sendo assim, estamos aguardando respostas, mas temos a promessa de auxílio quanto a esse local. Em relação ao Plano de Cargos, sabe-se que existe um processo de licitação em andamento sobre a elaboração do Plano, porém nenhuma informação está sendo repassado para os funcionários. O prefeito retornando, vamos solicitar essas informações também.

JFN – Mas teve alguma sinalização do prefeito sobre implementação o Plano de Cargos e Salários?

MEC – Nesta mesma reunião o prefeito nos informou que o Plano de Cargos não será implementado, pois há diversas situações das quais precisam ser resolvidas primeiro. Ficou a dúvida. Então, por que pagar para uma empresa realizar um Plano de Cargos (segundo a licitação há valores x) sendo que não há intenção de implementar.

JFN – Em relação a reposição salarial, em 2021, o percentual não foi na totalidade. Como o sindicato pretende agir?

MEC – A justificativa dada pelo Poder Executivo foi de que é necessário realizar diversas equiparações salariais. Devido o momento de pandemia todos os servidores tiveram seus salários e benefícios congelados, devido a LEI COMPLEMETAR nº 173 de 27 de maio de 2020. Uma medida injusta ao nosso ver, pois todos os servidores têm família para sustentar e o aumento no preço dos alimentos, produtos básicos, do comércio, atingiu a todos. Mesmo assim, o prefeito não cumpriu a lei, que diz que é preciso dar no mínimo o índice do período, visto que há índice para isso.

JFN – Como está hoje a situação do Sindicato? Como incentivar mais os servidores a participar?

MEC – Estamos em uma nova gestão com uma nova linha de pensamento e com a pretensão de trabalho onde iremos incentivar todo servidor a lutar juntos pelos ideais propostos. Também começamos a incentivar as denúncias de abuso de poder e mal tratos.

JFN – Há novas pautas de reivindicações?

MEC – Nesse momento estamos buscando informações do que está sendo feito pelo Poder Executivo. Estamos tentando verificar as reais intenções para que possamos reivindicar as melhorias para os servidores, que têm sido proteladas e arrastadas ao decorrer de todos esses anos.

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