
Religioso visitará apenas três cidades brasileiras, entre elas, Bandeirantes, da qual participará de Santa Missa nesta sexta-feira, dia 10
O reitor do Santuário Santa Terezinha, padre Rodolfo Chagas Pinho, convida a comunidade católica de Bandeirantes para a celebração em homenagem a visita do padre Thierry Hénault-Morel, nascido na França, na próxima sexta-feira,10. O sacerdote é um primo distante de Santa Terezinha do Menino Jesus e da Sagrada Face.
De acordo com o padre Rodolfo Chagas Pinho, a ocasião será de extrema importância para a igreja e fieis. “Esse momento é de benção para o nosso Santuário, o padre Thierry passará em apenas três lugares no Brasil, e nós fomos um dos escolhidos. Isso só mostra que Deus tem um propósito para Bandeirantes”, destacou o pároco. Para a preparação espiritual dessa celebração, está acontecendo um tríduo de encerramento do Ano da Família que teve início na terça-feira (07), segue hoje (08) quarta-feira, e se encerra amanhã, quinta-feira (09), às 19h30min.
De acordo com o reitor do Santuário, após a visita do sacerdote francês, padre Thierry, espiritualmente o Santuário será considerado o ‘Santuário da Família’. “Nada mudará, o nome da nossa igreja continuará Santuário de Santa Terezinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, mas estaremos representando também a família de Santa Terezinha, que teve um papel fundamental na vida da Santa e padroeira de Bandeirantes”, mencionou e destacou que a Santa Missa na sexta-feira, dia 10, será abençoada. “As celebrações com o tríduo e a Santa Missa serão muito abençoadas e estamos esperando um grande número de pessoas de toda a região, já que há considerável devotos de Santa Terezinha. Aproveitamos para avisar a todos que o protocolo de segurança contra a Covid-19 é indispensável e devem ser respeitados, como o uso de máscara e álcool 70”.
A Secretaria de Saúde de Bandeirantes, recentemente, emitiu um decreto obrigando o uso de máscaras dentro das igrejas e templos religiosos.
SANTA TEREZINHA – Santa Tereza do Menino Jesus nasceu no dia 2 de janeiro de 1873 em Alençom, baixa Normandia, na França. Desde o nascimento foi fraca e doente. Seu nome de batismo era Marie Françoise Thérèse Martin (Maria Francisca Tereza Martin). Filha de Louis Martim, relojoeiro e joalheiro, que quis ser monge na ordem de São Bernardo de Claraval, e Zélie Guérin, famosa bordadeira do ponto de Alençon.
Sua mãe faleceu quando Terezinha tinha apenas quatro anos. Por isso, a menina se apegou à sua irmã mais velha, Paulina, que passou a ser tida por ela como segunda mãe. Paulina, porém, seguindo a própria vocação, entrou para o Carmelo. Terezinha ficou muito doente causando grande preocupação em seu pai e irmãs.
Um dia, porém, olhando para a imagem da Imaculada Conceição de Maria, de quem seus pais eram devotos, a Virgem sorriu para Terezinha e esta ficou curada. Desse dia em diante, Terezinha decidiu entrar para o Carmelo. Suas irmãs, que também se tornaram freiras, eram Maria, Paulina, Leônia e Celina. Seus 3 irmãos morreram muito cedo. Terezinha estudou no colégio da Abadia das monjas beneditinas de Lisieux por 5 anos. Santa Terezinha estava decidida a entrar para a ordem das carmelitas descalças, mas como tinha apenas 14 anos, não poderia, por causa das regras da Igreja. Mas ela não desistiu.
Numa viagem feita à Itália, teve a audácia de pedir autorização ao Papa Leão Xlll e este concedeu. Assim, em abril de 1888 ela entra para o Carmelo com o nome de Thérèse de I’Enfant Jesus (Tereza do Menino Jesus). Fez sua profissão religiosa em setembro de 1890, festa da Natividade da Virgem Maria, acrescentando em seu nome, Thérèse de I’Enfant Jesus Et de La Sainte Face, (Tereza do Menino Jesus e Sagrada Face). Ela levou a sério o caminho da perfeição escrito por sua fundadora Santa Tereza de Jesus (Santa Tereza D’Ávila). Porém, Terezinha revelou ao mundo que a perfeição e a santidade podem estar nas pequenas coisas, nos pequenos gestos e obrigações cotidianas que fazemos com amor. Ela dizia: Sigamos o caminho da simplicidade. Entreguemo-nos com todo o nosso ser ao amor. Em tudo busquemos fazer a vontade de Deus. O zelo pela salvação das pessoas devore nosso coração.
Santa Terezinha escreveu três manuscritos a pedido de sua irmã Paulina. Esses manuscritos são sua autobiografia e foram publicados em 1898 com o título de História de uma Alma, livro que, posteriormente, veio a se tornar um dos maiores best sellers da história. Em seus escritos, Terezinha ensina a teologia profunda da simplicidade: a pequena via. Um caminho de santidade baseado nas pequenas coisas, nos pequenos atos do cotidiano que, quando feitos com amor, produzem frutos de santidade. Ela dizia que não tinha forças para fazer as grandes obras heroicas dos santos famosos da Igreja, mas só conseguia fazer pequenas coisas. Mas nessas pequenas coisas estava o segredo de sua santidade. Pegar um alfinete caído no chão, com amor, produz fruto de santidade.
Santa Tereza do Menino Jesus se tornou a padroeira das missões sem nunca ter saído do Carmelo. Ela dizia: Compreendi que a igreja tinha um Coração, e que este coração ardia de Amor. Compreendi que só o Amor fazia os membros da igreja agirem, que se o Amor viesse a se apagar, os Apóstolos não anunciariam mais o Evangelho, os Mártires se recusariam a derramar seu sangue. Por isso, ela dizia: No coração da Igreja, serei o amor. Dizia sempre que o que conta é o amor, só o amor. É contemplar no outro a pessoa de Jesus. Para ela ser missionário não é uma questão de geografia e sim uma questão de amor. Ela ficava feliz quando jogava pétalas de rosas ao ver passar o Santíssimo Sacramento no ostensório, e também gostava de jogar flores no grande crucifixo que ficava no jardim do Carmelo. Disse antes de morrer: Vou fazer chover sobre o mundo uma chuva de rosas, dizendo assim que iria interceder a Deus, sempre por todos os povos. Por isso, na Novena de Santa Terezinha o fiel espera receber uma rosa como sinal de que seu pedido será atendido. Santa Tereza do Menino Jesus sofreu por quase 3 anos de tuberculose, que, naquela época não tinha cura. Chegou a dizer que jamais pensou que fosse capaz de sofrer tanto, mas teve paciência e fez tudo por amor, sem jamais reclamar nem murmurar. Faleceu no dia 30 de setembro de 1897, aos 24 anos. No leito de morte as monjas rezavam e anotavam tudo que ela dizia. Sua última frase foi: Não me arrependo de haver-me entregue ao amor. E com o olhar fixo no crucifixo exclamou: Meu Deus, eu te amo. Então, faleceu a jovem que depois foi chamada de a Maior Santa dos tempos modernos.



