
No último dia 15 foi dada a posse aos novos diretores do Campus Luiz Meneghel (CLM), em Bandeirantes, da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP). Assumiram os cargos como diretor e vice-diretor, respectivamente, professor doutor Ricardo Castanho Moreira e o professor doutor Ademir Zacarias Júnior. A cerimônia oficial de posse foi realizada pelo reitor Fábio Antônio Néia Martini e pelo vice-reitor Ricardo Aparecido Campos. Além dos diretores do CLM, também assumiram os diretores dos centros, de Ciências Agrárias (CCA), professor doutor Petrônio Pinheiro Porto; de Ciências Biológicas (CCB), professora doutora Flávia Teixeira Ribeiro da Silva; e Ciências Tecnológicas (CCT), professor doutor Éderson Marcos Sgarbi.
Em entrevista ao Jornal Folha do Norte, o novo diretor, Ricardo Castanho Moreira, falou sobre sua experiência e seu trabalho, até então, como vice-diretor do campus, desde 2014 com o ex-diretor Éderson Marcos Sgarbi. “Trabalhei como vice-diretor ao lado do Sgarbi e completamos oito anos de gestão. Entramos aqui em 2014 e esse sonho surgiu nas idas para Curitiba, onde fazíamos doutorado, e pensávamos na necessidade de apoiar e também da importância de participar da gestão do Campus para melhorar a sua infraestrutura”, recordou e comentou que entre os problemas que havia estava a questão da iluminação e energia elétrica. “Muitas vezes havia quedas de energia e danificava equipamentos. Com isso, nos unimos e buscamos trabalhar para resolver esses problemas estruturais. Nosso Campus é grande e precisava de manutenção e de tais melhorias de infra”, declarou.
Com uma área de 62 alqueires, o CLM disponibiliza seis cursos de graduação, sendo eles: Agronomia, Ciências Biológicas, Enfermagem, Medicina Veterinária, Sistemas de Informação e Ciência da Computação. “O curso de Agronomia é o mais antigo e quando o aluno conclui a graduação, tem grande possibilidade de já entrar no mercado de trabalho, pois o curso oferece esse suporte. Já os alunos de Medicina Veterinária contam com o Hospital Universitário para fazer a residência médica, e assim adquirir experiência na profissão”, argumentou.
De acordo com Ricardo, a questão da infraestrutura do Campus passou por melhorias e, a partir de agora, é possível investir nas áreas pedagógicas. Ele citou sobre os manequins de alta fidelidade, utilizados pelos alunos de enfermagem. “Esses manequins eles interagem com o aluno. Por exemplo, o acadêmico não vai imaginar como aferir a pressão arterial, ele fará isso em um boneco, e através de um tablet o professor indicará o valor da pressão arterial e o aluno obterá o resultado”, explicou Ricardo. “Dessa forma, o resultado obtido pelo aluno será bem melhor, já que o aluno poderá treinar até se sentir confiante”, completou.
Outro investimento que está nos planos dos novos diretores do CLM é uma mesa digital anatômica. “Essa mesa substituirá os cadáveres durante as aulas de anatomia, vimos, inclusive, uma mesa em 3D que o aluno pode dissecar a pele, os tecidos e isso tudo ainda nem contamos o espaço ocupacional que é necessário para manter o cadáver, já que ele precisar estar submerso no formol”, ressaltou o diretor e mencionou que dentre as metas da nova gestão esta que cada curso tenha um processo de trabalho de inovação na sua área. “Durante esses próximos quatro anos queremos que esses projetos sejam realizados, podendo ser uma técnica, um produto. Qualquer coisa que beneficie a população”, enfatizou.
Já o vice-diretor Ademir Zacarias Júnior, era diretor do Hospital Veterinário, e é docente na instituição desde 2003. “Entrei na universidade no mesmo ano que o Ricardo e sou professor do curso de Medicina Veterinária e também na área de cirurgia. Já atuava também como docente em pós-graduação. Por oito anos me dediquei a direção do HU, adquiri algumas experiências para atuar agora como vice-diretor do campus”, explicou.
Questionado sobre os motivos que o levaram a compor a chapa ao lado de Ricardo Castanho, Ademir explicou que com propostas específicas e objetivas, em especial a modernização pedagógica da universidade e do campus, e também a assistência para os alunos, tais abordagens o incentivaram a participar do pleito eleitoral. “É preciso criar meios para dar assistência aos estudantes, evitar que eles saiam da universidade, para que deem continuidade no curso”, defendeu.
Outro aporte importante que o vice-diretor cita é referente em transpassar os conhecimentos dos muros da universidade. “Precisamos que a UENP seja um polo de soluções de problemas. É preciso que a comunidade faça parte da vida da universidade”, argumentou.
Em relação a novos cursos, o vice-diretor disse que será preciso fazer um trabalho com a comunidade, verificar qual curso desperta mais interesse na população e, a partir deste ponto trabalhar para que outros sejam implantados.
Para finalizar, Ademir ressaltou que, embora seja professor de Medicina Veterinária, todos os cursos nos últimos oito anos se integraram entre si, sendo que só foi possível devido a forma de atuação do ex-diretor Sgarbi. “Espero usar todo o meu conhecimento para trabalhar nos próximos quatro anos e sei que tenho muito que aprender nessa direção”, encerrou. (Redação)



