Aline Vasconcelos defende abrangência da educação ambiental nas escolas municipais

A educação sempre trouxe muito orgulho para a sociedade e quando uma professora da rede municipal se destaca, esse sentimento só aumenta. A assessora pedagógica da Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Bandeirantes, Aline Firmino Neves Vasconcelos, 32 anos, desenvolveu uma pesquisa na área ambiental e esse trabalho se tornou um capítulo de livro e também foi apresentado em Congresso Internacional na Colômbia.

Segundo Aline, o projeto teve início assim que ingressou no curso de pós-graduação. “Eu morava no sítio, estudei em escola pública, e quando me formei observei que era necessário aprofundar sobre educação ambiental, porque esse tema não era tão abordado. Me questionava a respeito do assunto e, então, fiz um levantamento e pude perceber as dificuldades dos professores em trabalhar com educação ambiental nas salas de aula, por isso, desenvolvemos um curso que foi aplicado para 46 professores, e desse curso surgiu o nosso projeto”, explicou. De acordo com Aline, a pesquisa realizada por ela é fruto da conclusão de um mestrado realizado na Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP). “Nunca entendi porque a educação ambiental não era aprofundada. Como gostava muito dessa área, a minha orientadora do mestrado entendeu o meu ponto de vista e disse que o meu trabalho tinha muito a ver com a Ciência, Tecnologia, Sociedade e Ambiente (CTSA). E a partir daí iniciamos as pesquisas com os professores do município onde convidamos professores e os entrevistamos baseado em um questionário sobre educação ambiental. Em seguida, analisamos as respostas e criamos um curso que foi desenvolvido para os professores”, contou.

As atividades do curso aplicado aos professores municipais tiveram cinco módulos e foram introduzidos de forma remota, já que surgiu no período da pandemia. “Após o curso, os professores montaram um plano de aula muito mais abrangente, e a educação ambiental foi abordada de uma forma mais ampla, como por exemplo, investigações, motivos e avaliações que levam as pessoas a morarem em áreas de desabamento”, citou. Para a pesquisadora, como há muitas exigências a respeito das responsabilidades dos professores do nível infantil, determinados temas ficam sem um aprofundamento ideal. “Esses professores do nível infantil são guerreiros, porque são formados em pedagogia, mas ensinam todas as disciplinas e, ainda tem a cobrança de que o aluno saia alfabetizado até o segundo ano. Muitas vezes o professor é tão cobrado que não consegue se aprofundar em temas relevantes, já que precisa alfabetizar”, considerou.

Com o trabalho realizado na prática, a pesquisa tornou-se viável e visível para a comunidade de educadores, o que resultou na apresentação da assessora pedagógica em um Congresso Internacional na Colômbia. “Havia feito minha inscrição de forma remota devido a fase pandêmica e a apresentação ocorreu via web, e sem dúvida que isso facilitou a participação e disseminar maiores conhecimentos a outros países”, ressaltou.

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