
Uma novidade marcou o ano de 2022 do Programa Aprendizagem de Adolescentes e Jovens (AAJ), promovido pelo Sistema FAEP/SENAR-PR. A inclusão de disciplinas relacionadas à sustentabilidade, drones e solda deu um novo fôlego para a iniciativa, criada há 12 anos. Como fechamento, ocorreram ao longo de dezembro, as formaturas de 105 alunos de sete turmas realizadas em unidades da Usina Santa Terezinha, nos municípios de Paranacity, Terra Rica, Iguatemi, Cidade Gaúcha, Rondon, Ivaté e Tapejara.
“Nosso objetivo é proporcionar o que há de mais inovador no mercado aos jovens que estão começando. Esperamos que essa contribuição marque a vida desses adolescentes e jovens, que vão assumir o protagonismo de suas carreiras”, enfatiza Ágide Meneguette, presidente do Sistema FAEP/SENAR-PR.
O AAJ é voltado a jovens entre 14 e 24 anos, em acordo com a Lei 10097/00, conhecida como Lei do Menor Aprendiz. A principal missão do programa é preparar as novas gerações do campo para o mercado de trabalho. Para cumprir isso, o programa leva seus participantes ao ambiente corporativo, proporcionando o desenvolvimento, na prática, competências profissionais.
Toni Wesley Tavares dos Santos, diretor de operações agroindustriais da Usina Santa Terezinha, revela que mais de 1,8 mil pessoas já participaram do projeto, com efetivação de 800. “Em 2022, fizemos um programa capacitando profissionalmente essas pessoas, usando a metodologia do CHA: ‘conhecimento, habilidade e atitude’. Essas são habilidades não trabalhadas nas escolas tradicionais”, avalia Santos.
Para o diretor, este ano fica marcado pela atualização do programa e a superação da pandemia. “O programa este ano veio mais forte, tanto no técnico quanto nas novas disciplinas. Sem sombra de dúvida, o melhor programa de AAJ que já foi feito na Usina Santa Terezinha”, crava.
A gerente de Recursos Humanos da Usina Santa Terezinha, Luciana Scalon, também enfatizou a reformulação do programa como um ponto de virada. “Além da inclusão dos cursos de sustentabilidade, solda e de drone, concentrar o programa em oito meses resultou em uma dedicação maior dos jovens aprendizes. A possibilidade de o jovem aprender de forma mais rápida fomenta a dedicação”, analisa Luciana.
DINÂMICA ATUALIZADA – O AAJ tem duração entre 800 a 1,2 mil horas, dependendo da atividade da empresa parceira, sendo metade da carga destinada à prática profissional. O programa é dividido em três fases. A primeira é o Núcleo Básico, no qual os participantes desenvolvem competências comportamentais (gestão de pessoas, comunicação, liderança e cidadania). Na sequência, no Núcleo Específico, os aprendizes abordam os conteúdos voltados à atividade profissional que irão desenvolver. No caso das usinas, a mecânica e manutenção de tratores e máquinas, a sustentabilidade, solda e drones. A terceira fase é a Prática Profissional, que, no caso das empresas do Grupo Santa Terezinha, ocorre nas oficinas das usinas.
A técnica do Departamento Técnico (Detec) do SENAR-PR e coordenadora do programa, Regiane Hornung, lembra que a reformulação também passou por uma atualização dos instrutores envolvidos em repassar os conteúdos. “Fizemos um curso de educação socioemocional para que pudéssemos saber como agir com os participantes nesse pós-pandemia. As emoções dos alunos vieram afloradas”, descreve Regiane.
Na formatura em Rondon, a integrante da Comissão Estadual de Mulheres da FAEP (CEMF) Simone de Paula ficou impressionada. “Cada um deles apresentou seus projetos com uma empolgação, uma gana de querer entrar no mercado de trabalho. Fiquei muito feliz de ver cada um dos projetos”, revela.
A participação das meninas é uma constante no AAJ. “A mulher vem conquistando seu espaço. Eu fiquei feliz de ver meninas buscando o caminho, pois cada mulher tem seu potencial e elas estão mostrando isso”, celebra Simone. (Assessoria e redação)



