Artigo

Por Tiago Silvio Dedoné

O maior desafio da contemporaneidade é a relação com as informações. Elas têm o poder de dominar e inspirar o senso comum e o universo científico. Ora mobilizando tessituras que aportam o campo da produção científica, ora redirecionando a ótica do senso comum (positivamente ou não). Portanto, em tempos de disseminação de fake News e inteligência artificial à serviço de muitas pessoas e ideologias que nem sempre ancoram no compromisso social, pensar alternativas de democratização do acessos e pesquisa científica neste norte dos ecossistemas comunicacionais abertos é tarefa desafiadora e muito importante.

É neste sentido que, no campo da historiografia, uma nova pavimentação epistemológica tem ganhado a atenção das pesquisas acadêmicas, por se tratar de um fenômeno ligado a hermenêutica e a sociologia das representações sociais e coletivas: a História Pública. Como a universidade reúne em seu conjunto de funções sociais o ensino, pesquisa e extensão, esta última intersecciona-se com a missão da História Pública, a qual os historiadores atuam oportunizando caminhos para que os sujeitos sociais de uma comunidade ou agência de socialização sejam partícipes do processo de engajamento de pessoas interessadas no passado e na história do tempo presente, de forma crítica, participativa e emancipatória, fazendo uso de diversos instrumentos tecnológicos e metodológicos.

Fato é que a História Pública tem muitas moradas: os museus, os setores institucionais  governamentais dos mais diversos (independentemente de sua instância), as ruas, os equipamentos e espaços públicos, a escola, a internet (nas suas múltiplas ferramentas), nos arquivos, na imprensa, nas bibliotecas, nos movimentos sociais, e até mesmo nos ambientes da instituições privadas. Atua na compreensão crítica do passado e na história do tempo presente.

Como é uma nova área que se apresenta, claro que muitas questões, desde a sua aparição, permeiam pelos centros de pesquisa. Seria a História Pública um processo metodológico, um novo campo, um objeto de estudo ou uma vertente da História? Pauta para o nosso próximo encontro. Até lá!

 

Tiago Silvio Dedoné

Jornalista, Pedagogo, Historiador

Mestre em Formação de Gestores Educacionais (UNICID – PR)

Doutorando em História (UPF – RS)

Doutorando em Educação (PUC – PR)

Professor no Colégio ECEL e na Faculdade Dom Bosco

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