Tenho refletido, desde os estudos angariados no meu mestrado em Formação de Gestores Educacionais, sobre os ecossistemas comunicacionais que permeiam o universo das relações humanas – sociais e culturais – no espaço da escola. Claro que é importante pensar sob a ótica dos fenômenos que se apresentam neste espaço de troca do saber e do pensar. O conceito de Gestão é impregnado para designar o planejamento, execução e avaliação, com o objetivo de fomentar a criação dos coeficientes comunicacionais, entendidos como ambientes regidos pelo princípio da ação e do diálogo comunicativo.
Compreende-se que é possível educar para uma ecologia dialógica, que a tecnologia neste espaço, inclusive, pode ser uma mediação presente (mediação tecnológica) e planejamos a forma de usar estas ações para promover um processo de expressão coerente com os desejos, necessidades e indagações do sujeito, dando-lhe condições de produzir cultura e de expressar sentidos, valores. Acentua-se, aí, uma ação gestora da comunicação.
É a Gestão Comunicativa no espaço educativo que garante o processo de constituição de novos campos do saber e, desta forma, consolida o professor -gestor como um facilitador que aplica, no uso dos processos, recursos e tecnologias da informação, a partir da perspectiva de uma mediação participativa e democrática da comunicação.
Como mediador nos processos de produção cultural, o professor que atua nas relações entre comunicação e educação, exerce papel privilegiado no ecossistema escolar, porém não apenas nele. Nos meios de comunicação, também. Ao adotar a perspectiva da gestão comunicativa, estamos entendendo que nela e, a partir dela, será gerada uma nova prática comunicativa.
O gestor é um profissional que pensa a instituição como um ecossistema comunicacional, tornando-a visível, operante e produtiva. Cabe ao gestor desenvolver, nesta perspectiva, aspectos, como: a elaboração de diagnóstico de projetos pedagógicos; a assessoria para a implementação de projetos e programas que contemple esta intersecção destes campos; o fomento de formações continuadas; a pesquisa; a educação científica e midiática. Esta área volta-se ao planejamento e execução dos planos pedagógicos de interfaces em comunicação e educação. E como a comunicação é um bem social, pode ser ferramenta poderosa para o sucesso das instituições que respeitem o diálogo aberto, democrático, participativo.
Configura-se, portanto, a percepção de uma escola integradora, que gera sentidos e que provoca, nas livres manifestações das linguagens, a perpetuação dos ecossistemas comunicacionais e as transformações sociais.
Tiago Silvio Dedoné
Mestre em Formação de Gestores Educacionais; Jornalista e Pedagogo; Doutorando em Educação (PUC/PR); Doutorando em História (UPF/RS); Mestrando em História Pública (UNESPAR); Professor na Educação Básica (Colégio ECEL) e no Ensino Superior (Faculdade Dom Bosco)




