Prefeito Alécio Zamboni Netto (foto obtida no site da Prefeitura Municipal de Bandeirantes)

Walter de Oliveira*

De volta ao trabalho de resgate da história do município – para nós, uma fascinante viagem ao passado –, vamos ao ponto de parada da semana anterior, quando discorríamos sobre o pleito de 1988, no qual as urnas sagraram o nome de José Fernandes da Silva pela segunda vez como prefeito municipal de Bandeirantes, cujo seu vice, como na primeira vez, foi Ilton de Souza Guerra. Como já falamos quem foram os seus outros dois oponentes nesse pleito, passaremos agora aos nomes dos vereadores eleitos para a legislatura do período.

Vereadores: Alécio Zamboni Neto, Norival de Mello, Aparecido Ribeiro Richter (Doca), Francisco de Assis Goulart Barbosa, Ademir Vieira, Guilherme Ricardo Meneghel, José Elias do Carmo (Juca do Sertãozinho), Mário Pelissari e Luiz Cordeiro Magalhães Filho. À época desse pleito, o número de vereadores para municípios com a nossa população era de apenas nove para o corpo legislativo.

Quanto às principais obras realizadas nessa gestão de José Fernandes, elas já foram citadas no artigo de sua primeira gestão.

Vamos agora ao pleito realizado em 1992, no qual foi eleito Alécio Zamboni Netto, o segundo bandeirantense a ser prefeito do município, e que teve por concorrentes o médico Norival de Mello e o radialista Luiz Cordeiro Magalhães Filho. Alécio Zamboni Netto concorreu pelo PFL (Partido da Frente Liberal), Norival de Mello pelo PDS (Partido Democrático Social) e Luiz Cordeiro Magalhães Filho pelo PRN (Partido da Renovação Nacional). Seus candidatos a vice-prefeito foram, respectivamente, Antônio Carlos da Silva (Cacalo), Lino Martins e William Osinaga.

A calmaria política construída por Moacyr Castanho Filho em 1982, vigorou apenas nos dois primeiros anos da gestão de João do Carmo Santiago, valendo dizer que desde a segunda eleição de José Fernandes (1988), os principais dois grupos oponentes (Usina e Moacyr Castanho/José Fernandes) voltaram a se digladiar, e na eleição de Alécio Zamboni Netto versus Norival de Mello, não foi diferente. Um fato curioso, é que os dois principais oponentes (Alécio e Norival) foram vereadores durante a segunda gestão de José Fernandes.

Alécio, um jovem egresso da zona rural, fora integrado aos quadros municipais em 1968, na gestão de Moacyr Castanho; e como ele próprio relembra, a sua primeira função como funcionário da prefeitura, foi a de “roçar” as laterais das estradas rurais. Mais tarde, como resultado da sua pontualidade e dedicação ao trabalho, foi designado como “fiscal” de arrecadação, ficando da manhã até à tarde nas “guaritas” que a prefeitura instalara, nas estradas de maior fluxo de trânsito, função da qual, e também por força da sua boa atuação funcional, foi transferido para o setor fazendário, já na sede da prefeitura, e daí para a chefia do almoxarifado, onde permaneceu até se licenciar  para a campanha ao cargo de prefeito. Escusado dizer o quanto essas funções ajudaram a torná-lo conhecido do grande público, o que mais se consolidaria ao eleger-se vereador, função em que teve marcante atuação.

Já o seu principal oponente, Norival de Mello, era um médico clínico-cirurgião de grande e justificada conceituação. Vindo da cidade paulista de São João da Boa Vista em 1972, contava com grande clientela e muita popularidade, e além disso foi apoiado pelo grupo político “Meneghel”, donde a sua crença na vitória que, no entanto, foi de Alécio, e com uma grande diferença a seu favor: Alécio Zamboni Netto, 9.556 votos X Norival de Mello, 6.694 (Luiz Cordeiro Magalhães Filho, 622 votos). Passaremos agora à listagem dos vereadores que integraram a câmara municipal do período, cujo número de componentes  voltou a ser de treze.

Vereadores: Carlos Augusto Ragazzi Gôngora, Paulo Yorito Miyoshi, Mário Montini, José Elias do Carmo (Juca do Sertãozinho), José Luiz de Jesus Rocha (José Luiz da Alfafa), Antônio Carlos Barbosa, Francisco de Assis Goulart Barbosa (Chiquinho da Identidade), Jane de Azevedo Guerra Rodrigues Pinto (primeira mulher eleita vereadora em Bandeirantes), Natalino Vilar Garcia, Vítor Ângelo de Araújo, Sérgio Mendes Vilela, João Ferreira Dantas e Juvenal José Teixeira (Juvenal do Sertãozinho).

Passaremos agora, a exemplo do que vimos fazendo com os prefeitos listados anteriormente, ao registro de algumas das  obras de maior destaque, realizadas na gestão de Alécio Zamboni Netto. Se dizemos as de maior destaque, é em razão do espaço de que dispomos, não obstante a generosidade da jornalista Márcia Moskado, proprietária desta Folha do Norte Paranaense. Um maior detalhamento daremos em nosso livro em preparação.

Com referência ao que apontaremos das principais obras ou realizações de Alécio Zamboni, nos permitimos, por questão de justiça e também pela pertinência histórica, ressaltar o quanto contribui para o progresso de uma cidade, contar o prefeito com uma assessoria qualificada, uma vez que o prefeito, por muito competente e trabalhador que seja, jamais, sem uma assessoria qualificada, fará grandes realizações. Esse é o ponto: assessoria qualificada. E para isso, é preciso que o gestor tenha o seu momento só, de reflexão.

E isso se deu com Alécio Zamboni, sobretudo quando convidou alguém como Paulo Roberto Balla, para seu secretário da Indústria, Comércio e Turismo. Assim como Thomaz Nicoletti foi o grande adjutor do Comendador Luiz Meneghel na consecução da autorização do governo para a criação da nossa faculdade de agronomia, foi Paulo Roberto Balla para algumas das obras realizadas na gestão de Alécio Zamboni, conforme lembraremos na próxima semana.

Continua.

* Walter de Oliveira, 92, articulista desta Folha, é bandeirantense, nascido em 1932

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