Walter de Oliveira*
Eis-nos de volta a mais um “trecho semanal” da nossa longa viagem no tempo e na história. Hoje, lançando um olhar rumo aos dias que a iniciamos, damos conta da grande distância já percorrida, tantos são os fatos e personagens já contemplados nas publicações destes “fragmentos”, e nos convencemos de que “devagar se vai ao longe”.
Daqueles dias para hoje, vão-se mais de dez anos, embora, durante os quais, deram-se muitas interrupções, o que de ordinário também acontece em viagens de fato. Mas o que conta, e é este o nosso anelo e anseio, é que a exemplo das viagens de fato, esta nossa viagem imaginária chegue ao final do trecho que foi confiado à nossa modesta “pilotagem”; outros “trechos” (e muitos) hão que ser percorridos, posto que a história da cidade continuará e outro “condutor” estará conduzindo novos passageiros (novas gerações) nesta fantástica viagem, cujo termo final apenas Deus sabe qual será.
Por nosso turno, temos procurado fazer o nosso melhor – que reconhecemos modesto – para o alcance do objetivo proposto: trazer ao público as ocorrências da nossa história, desde o seu “alvorecer” (o surgimento, em 1850, da possessão territorial Fazenda Laranjinha e sua demarcação judicial), até o corrente ano da graça de 2025. Dito isso, retomemos o relato dos gestores e legisladores municipais, interrompido semana passada, quando tratávamos dos fatos de maior realce da administração de Alécio Zamboni Netto, dentre os quais ganhou maior vulto, o “Projeto Casulo” (transformação do desativado armazém do IBC no maior fator desenvolvimentista de nossa cidade, depois da Usiban).
Em nossos últimos “fragmentos”, o destaque dos frutos do “Projeto Casulo” foi para a Nutritop, fundada pelo empresário Leonir Palla, cujo último reflexo do seu retumbante êxito, foi o ousado projeto dos irmãos Patrick e Rodrigo Ferro, ao conceberem e construírem em área subjacente ao Santuário de São Miguel Arcanjo o seu moderníssimo Resort Morro dos Anjos, cujo nome já ganhou dimensão nacional. Hoje, daremos algumas informações relativas a outros projetos ali nascidos, como a Shampet e a Incovet, ambas indústrias de projetos veterinários. A Shampet, surgida da iniciativa da inciativa do administrador de empresas José Fernandes da Silva Filho, popularmente conhecido por “Zé Bolinha” e a Incovet surgida por iniciativa da médica veterinária Mariza Fordellone Rosa Cruz, que é também professora da UENP, no campus Luiz Meneghel.
Essas duas empresas atuam com bastante sucesso como fornecedores de produtos para pets e ambas permanecem funcionando em seus locais de origem, ou seja, o antigo armazém do IBC. Afora essas, nasceram também do “Projeto Casulo” a Iso Alumínio (depois Nema), a Suprema Cosméticos (Branco Perfumes), Fábrica de Baterias (do Rodrigo Masuda), a Fábrica de Chinelos Angélica (de Paulo Papa), a Massa Pura (de dona Maria Augusta Soares), Torno Paulo (de Paulo César Leiroz) e outras.

Mesmo que não queiram ou pretendam, todos os empreendedores exitosos por méritos próprios (como os citados), terminam, “ipso facto”, sendo exemplos e fonte de inspiração para outros entusiastas do progresso e crescimento de um município, estado e nação. Todas essas empresas são, portanto, testemunhas eloquentes da oportuna e feliz iniciativa do então prefeito Alécio Zamboni e Paulo Balla, seu operoso secretário de Comércio, Indústria e Turismo (e por óbvio, dos seus fundadores).
Essa pluralidade de referências a empresas ligadas ao “Projeto Casulo”, poderá até soar ao leitores como estranha e exagerada. Todavia, assim como o êxito de uma empresa persuade e conclama outros à emulação, o mesmo ocorre com o êxito de um gestor público, motivando outros a lhe seguirem os passos. Destarte, entendemos ser não apenas preponderante, senão obrigatório, serem tais referências não só feitas, como repetidas e o quanto possível, até em “caixa alta” (expressão usada para dar realce).
À aplaudida iniciativa do “Projeto Casulo”, outros igualmente importantes, vieram se somar às realizações de Alécio Zamboni, como por exemplo, a urbanização da antiga Avenida Marechal Floriano Peixoto (hoje Benedito Leite de Negreiros) e o Condomínio Empresarial de Bandeirantes, outro “Projeto Casulo”, onde se instalou um imenso rol de empresários, explorando um variado número de atividades, como ali se vê. Afora isso, Alécio Zamboni deu também considerável impulso no serviço da rede de abastecimento de água e coleta de esgotos, notadamente na Vila Macedo, ou IBC, onde ele aplicou considerável soma de recursos conseguidos da FUNASA (Fundação Nacional da Saúde).
Ao findar a gestão de Alécio Zamboni Netto, tivemos a eleição do terceiro prefeito nascido em Bandeirantes, o contador Lino Martins, do qual nos ocuparemos na próxima edição destes “fragmentos”.
Continua.
* Walter de Oliveira, 92, articulista desta Folha, é bandeirantense, nascido em 1932




