Walter de Oliveira*
Voltando aos “fragmentos da nossa história”, continuamos a descrever as principais obras públicas realizadas nas duas gestões do prefeito Celso Benedito da Silva, o antepenúltimo de todos os que constarão do nosso livro, a ser lançado no próximo ano, se Deus quiser.
Após descrevermos o “Parque do Povo” e o “CEEP Ozório Gonçalves Nogueira, vamos agora às demais principais obras por ele realizadas: c) Corpo de Bombeiros; d) Parque de Exposições Lauro Teodoro da Silva (área da Fiaban); e) Casas Populares – Nesse quesito, Celso Silva foi o prefeito que mais casas populares trouxe para Bandeirantes. Vejamos: Conjunto Julieta Lordani (144 casas), Conjunto Mário Sérgio Messias (286 casas), Conjunto Dejo Mineiro (42 casas), Conjunto João Teodoro (424 casas), e mais 86 casas em conjuntos rurais, totalizando nada menos que 982 casas; f) Vara da Justiça do Trabalho; g) Implantação do SAMU; h) Construção do CRAS, no Conjunto Maria Bertho Meneghel; i) Desapropriação da área de 10 alqueires de terras para o Parque Industrial, com frente para o contorno da BR-369 e Rodovia Dino Veiga – Bandeirantes/Abatiá (Trevo de Abatiá); j) Convênios (2) para a construção de 2 UBS: Julieta Lordani e Raul Miyoshi; k) Super-Creche Maria Alzira de Souza Trindade, no Jardim Ana Rosa; l) Construção da UBS da Vila Lordani; m) Afora essas obras, informou-nos ainda o próprio Celso Silva, que em sua gestão, o SAAE perfurou um poço profundo no Jardim Ana Rosa, que atende a população da região norte da cidade; n) Cascalhamento e readequação em 450 quilômetros de estradas rurais. Um outro importante trabalho de Celso Silva foi a sua renhida (quase diuturna) luta junto ao governo do estado, para resolver o problema criado com a destruição pelas águas, da ponte sobre o Rio das Cinzas, ligando o intenso trânsito entre Bandeirantes e Itambaracá. E findamos aqui o relato sobre as principais obras das duas gestões de Celso Silva.

Eleições de 2012
Neste pleito, concorreram à chefia do executivo, Celso Benedito da Silva (reconduzido ao cargo pela reeleição), cuja votação foi de 14.241 votos, ou seja, 72,87% dos votos válidos, contra 5.301 dados ao concorrente Nei Demício, equivalente a 27,13% dos mesmos votos. A bem sucedida gestão de Celso Silva (então em final de mandato) e a sua altíssima aprovação popular, funcionaram como um “balde de água fria” no ânimo de muitos que em outro cenário (menos favoritismo do melhor avaliado) concorreriam ao cargo. Dentre os que tinham mais chance, contavam-se o Juba (Nilton De Sordi Júnior), que estando em elevado cargo no governo do estado, não alimentou interesse na disputa, e José Fernandes da Silva, que experiente como era, e em razão de ter sido derrotado por Celso, viu logo que ante o que mostravam as pesquisas de opinião pública, “o mar não estava para peixe”, como se costuma dizer; mas querendo continuar na lide política, o fez disputando (e se elegendo) uma vaga na edilidade, em cujo cargo encerrou a sua longeva e bem-sucedida vida pública.
Foi ante tal quadro, que Sidnei Demício (Nei Demício), então vereador que 4 antes obtivera expressiva votação (704 votos), se decidiu pela disputa. Afora a sabida posição junto ao seu eleitorado, Demício contava como certo que receberia os votos do grupo Zé Fernandes, ao qual pertencia o seu vice, o comerciante do ramo farmacêutico, Adauto Francisco Matheus, que em 2004 (na eleição de Zé Fernandes prefeito) fora eleito suplente de vereador (548 votos). Mas a suposição de Nei Demício não seguiu o pensamento do eleitorado, que bastante satisfeito com o trabalho desenvolvido por Celso Silva nos quatro anos que então se findavam, resolveu prestigiá-lo, assegurando-lhe 3.935 votos “a mais” que no pleito anterior; repetindo, na primeira eleição Celso obteve 10.306 votos e na reeleição, 14.241.
Todavia, embora a cômoda situação de Celso nas pesquisas, ele teve problemas na escolha de seu companheiro de chapa – o cargo de vice-prefeito. Acontece que o seu então vice há quatro anos, o médico Luiz Carmelo Comegno, não mais se dispôs a concorrer, e a escolha de um novo nome gerou desconforto entre o seu grupo de apoio, e Celso, por seu turno, opunha resistência aos nomes indicados pelo empresário Daniel Meneghel, liderança maior entre os apoiadores de Celso.
Por fim, e após muitas idas e vindas (ao ponto do próprio e dito líder Daniel se declarar disposto a concorrer como “cabeça de chapa”), chegou-se a um consenso em torno do nome do engenheiro agrônomo Romeu Luiz Furlan, que terminou sendo um dos melhores vice-prefeitos do município, e que durante toda a segunda gestão de Celso Silva, foi o seu braço-direito e companheiro de tempo integral.
Terminada a sua segunda gestão (cujas principais obras já foram descritas, com as da primeira), Celso poderia (até pelos “pontos positivos” somados pelo seu excelente trabalho como prefeito, e o seu estreito relacionamento com os irmãos Álvaro e Osmar Dias) ter alçado outros voos na área da política, como a disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa do estado ou à Câmara dos Deputados. Todavia – e quiçá pelo seu perfil mais “executivo” – preferiu algo até bem menos cobiçado, e foi exercer cargo de diretoria na Paranáprevidência, uma conhecida e importante autarquia estadual (como mostra o próprio nome), da qual foi diretor administrativo de 2019 a 2023, e depois como Conselheiro da Administração, de 2023 a 2024.
Ainda sobre o pleito de 2012, vamos agora ao registro dos eleitos vereadores para a legislatura 2013/2016, e que foram: Sonia Regina Zambone (1.236 votos), Valbeti Aparecido Palugan (Valbeti da Ação Social, 987 votos), Marcos Antônio da Silva (Marquinhos da Lalupp, 951 votos), Raphael Cyríaco Gomes Chaves (Raphael Xuxa, 419 votos), Paulo Aparecido Ferreira Barbosa (Paulinho Serralheiro, 942 votos), Vanderlei Ferreira da Cunha (Dei, 713 votos), José Fernandes da Silva (664 votos), José Roque de Moraes (Rosinha, 485 votos), Jailton de Jesus Rocha (Branco do Perfume, 615 votos), Francisco de Assis Goulart Barbosa (Chiquinho da Identidade, 538 votos), Claudemir Pedro (Mi da Bicicletaria, 536 votos), Eduardo José Serra do Espírito Santo (Dr. Eduardo, 531 votos) e Luiz Carmelo Comegno (Dr. Luiz, 493 votos).
Fechado o relato sobre as eleições de 2012, vamos agora ao pleito de 2016, do qual sagrou-se eleito – pela 2ª vez – Lino Martins, tendo o médico Luiz Carmelo Comegno como seu companheiro de chapa e mais os treze vereadores que compuseram a edilidade do quadriênio 2017/2020.
Continua.
* Walter de Oliveira, 93, articulista desta Folha, é bandeirantense, nascido em 1932




