A Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) realizou recentemente mais uma edição do Projeto Universidade na Comunidade, desta vez no município de Itambaracá. A iniciativa de extensão mobilizou estudantes de diversos campi para oferecer serviços gratuitos e atividades educativas à população local. O projeto, coordenado pela professora Mariza Fordellone Rosa Cruz, do curso de Medicina Veterinária do Campus Luiz Meneghel, concentrou esforços em diversas áreas.

A programação incluiu uma série de ações voltadas para a saúde e bem-estar comunitário, como saúde na aferição de pressão arterial e teste de glicemia, além de vacinação gratuita de cães e gatos; na educação ambiental com a realização de gincana e atividades de conscientização para alunos da rede pública municipal; na formação e conhecimento com oferta de palestras específicas direcionadas ao público feminino e a profissionais que atuam com indivíduos em situação de vulnerabilidade social.

Segundo a coordenadora, o projeto tem natureza voluntária e visa aproximar a instituição do ensino superior das comunidades regionais. “Nós vamos até os municípios, fazemos reuniões com secretarias e gestores para implantar um dia de ações em cada cidade”, explicou a professora, destacando que a iniciativa já foi realizada em outras localidades, como Aldeias Indígenas em Abatiá, Santa Amélia, Andirá e Santa Mariana, abrangendo áreas como saúde, meio ambiente, educação e tecnologia.

O prefeito de Itambaracá, Amarildo Tostes, enfatizou a importância da colaboração da universidade para o município. “A UENP nos ajuda muito em vários projetos. É importantíssima essa parceria em um município pequeno, com recursos escassos e mão de obra mais difícil”, afirmou.

EXPERIÊNCIA ACADÊMICA – Para os estudantes da UENP, o projeto é uma oportunidade de aplicar o conhecimento e desenvolver a prática profissional. Mariane da Silva Piva, acadêmica do 5º ano de Medicina Veterinária, ressaltou o caráter transformador da experiência. “O Projeto Universidade na Comunidade transforma a gente como estudante e, principalmente, como profissional, porque precisamos ter essa vivência fora do campus. É uma troca de conhecimento que nos desenvolve e beneficia a comunidade”, avaliou Mariane. A médica veterinária Maria Perez Monteiro, egressa da UENP e profissional atuante em Itambaracá, corroborou a relevância das atividades para a formação, destacando que “o aluno precisa colocar a mão na massa para adquirir experiência e se preparar para o mercado de trabalho”. Ela também salientou a aprovação da comunidade, que recebe serviços gratuitos e esclarece dúvidas com os futuros profissionais.

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