Por Osny Buzzo

Madrugada de carnaval, Pierrôs e Colombinas, caminham lentamente pelas ruas em busca de seu leito de descanso, a vontade é correr, – e como? Pés calejado, pernas em exaustão. Mesmo assim com sua fantasia surrada e maquiagem escorrida seguem, uns de sapato transando suas pisadas, outras e outros, abraçados ainda resta um fôlego para cantar aquele samba em ritmo embaralhado pelo cansaço.

Alguns param pelo caminho que suas penas já não o sustenta. Restos de fantasias divide o chão com garrafas e latas. Os garis com suas tradicionais fardas laranjas e braços fortes, começam a operação que a noite tem mais. Folclores, histórias e gerações, que meus e seus pais e até avós também tens para contar, ou contaram. A verdade é que vivemos para serem alegres em nossas fantasias. O inexplicável existe, então não busque! Viva o carnaval como um trem da vida, cada vagão é uma ala, e cada estação é um ano.

Tudo passará na velocidade, que! Só quem viveu poderá aplaudir a sua própria história. O amor, a loucura, o silêncio, o brilho, confetes e serpentinas, pelas ruas e salões, tudo é uma doce ilusão, são as promessas de vida em nossas corações.

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