A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) confirmou, nesta quarta-feira (25), o registro do primeiro caso de Mpox em território paranaense no ano de 2026. O diagnóstico refere-se a um homem residente no Paraguai que buscou atendimento médico no Sistema Único de Saúde (SUS) em Foz do Iguaçu, na região oeste do estado.

Embora a confirmação tenha ocorrido agora, a notificação do caso foi realizada há mais de um mês. Durante esse período, a equipe de Vigilância em Saúde manteve o paciente sob monitoramento constante e realizou o rastreamento de contatos próximos, descartando a transmissão do vírus para familiares. Segundo o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, o quadro reforça a importância da atenção aos sintomas iniciais, como febre, dores musculares e fadiga, que precedem o surgimento das características erupções cutâneas.
O secretário destacou que, apesar do novo registro, a situação está sob controle e não há motivo para alarme. Dados da Sesa indicam que, entre 2024 e 2025, o Paraná contabilizou 93 casos da doença, com uma prevalência majoritária no público masculino (89 ocorrências).

A Mpox é transmitida principalmente por contato direto com as lesões de pele de pessoas infectadas; gotículas respiratórias; objetos contaminados, como roupas de cama, toalhas e vestimentas.

ORIENTAÇÕES E TRATAMENTO – O protocolo de atendimento estabelecido pelo Estado foca no isolamento do paciente por aproximadamente 15 dias e no tratamento sintomático, utilizando medicamentos para dor e febre. O uso de antibióticos é reservado apenas para casos de infecções secundárias nas lesões. “É um quadro que chama a atenção, mas está longe de ser uma epidemia. O maior registro que faço é para que não exista pânico”, enfatizou Beto Preto.
A recomendação oficial é que, ao notar o aparecimento de feridas ou bolhas na pele, o cidadão procure imediatamente uma unidade de saúde para avaliação e orientação técnica.

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