– Abel Ferreira chegou à sua 13ª expulsão no jogo da semana passada contra o Fluzão. Desta vez, foi expulso após o término da partida.
– Pênalti “meio fantasma” para o Mengão (o 2º) na final contra o Lanús, na final da Recopa semana passada. Mesmo assim, “a casa caiu”.
– Estamos a 100 dias da abertura da Copa do Mundo.
– Filipe Luís não é mais o treinador do Mengão. Ele deve substituir Simeone no Atlético de Madrid, que estaria de malas prontas para a Inter de Milão. O português Leonardo Jardim (ex-Cruzeiro) já estaria apalavrado com o Mengo.

– O time da Vila São Pedro, dos jogadores Jonatham Cesco e Bambam, venceu Wenceslau Braz no Andradão, em Andirá, neste último domingo por 2×0, em uma partida bastante equilibrada. Os gols foram anotados por Matheus Gardenal e Luquinha “Cabeça de Hipopótamo”. Agora a Vila recebe o time de Ribeirão Claro no 1º jogo da final em casa e, depois, vai até Ribeirão Claro para o 2º jogo. As datas ainda não foram definidas até o fechamento desta edição. O Natanews esteve lá em Andirá fazendo a cobertura deste jogo.
– Volto a bater na mesma tecla: por que não levar uns jogos do Amador 1ª Divisão deste ano para o Cabiúna, para o Ormeneze, para o Ibiúna? Fica a dica!
– Martin Demichelis (River), Renato Gaúcho e Róger Carvalho são nomes comentados para assumir o comando técnico do Vasco. Tudo leva a crer que Renato deverá assumir nas próximas horas.
– Fluminense estaria praticamente acertado com a contratação do atacante Maceió, da Portuguesa (22 anos). O jogador fez 3 gols em 9 jogos neste Paulistão.

– O time do Palmeirinhas Master (60 anos) estreou com goleada de 4×1 sobre o Grêmio Ourinhos (competição que está sendo realizada na Fazenda Pinhalzinho, município de Jacarezinho – PR). Gols de Nardão Espetáculo, Serginho Vermelho, Villar e Falcão.
– Eu já falei umas 15 vezes para o Jean, lá da escolinha da Vila Itapeva, me passar informações para eu divulgar o trabalho da escolinha dele lá, mas o homem não retorna… Já sei! Vou procurar a Dona Jaqueline!
– Depois de eliminar o Real Potosí da Bolívia, o Fogão, na próxima fase da Libertadores, pega o Barcelona de Guayaquil, do Equador. Passando desta fase, o Glorioso entra na fase de grupos.
– A bola está rolando lá no Regional de Futsal em Santa Amélia, segundo o meu amigo corintiano Humberto Amaro lá da cidade. Daqui a uns dias começam as semifinais e a final. O time do Digital Sports está representando Bandeirantes nesta competição.
E lá em Santa Mariana, comentários dão conta de que haverá também um baita Regional de Futsal ainda este ano, lá pelas terras do prefeito Bolinha.
– Palmeiras: O time do meu amigo Guga Dedoné faz o 1º jogo da final nesta quarta, 04/mar, contra o Novorizontino na Arena Barueri Crefisa. O jogo de volta é domingo em Novo Horizonte. O meia Rômulo, que pertence ao Palmeiras e está emprestado ao adversário, só entrará em campo caso o time do interior pague a multa estipulada em contrato.
– Corinthians: O time do meu amigo Jorge Nunez (ex-prefeito de Santa Mariana) volta a campo somente no dia 11/mar contra o Coritiba, na Neo Química Arena, às 21h30, pelo Brasileiro. O meia Alex Santana continua treinando em separado. O atacante Lingard (cujo salário iria girar em torno de 400 mil) deve ser apresentado nas próximas horas. O Timão entrou na briga pelo jovem zagueiro Dantas, do Novorizontino (21 anos). O Fluminense também tem interesse no jovem zagueiro. E, pelo “andar da carruagem”, o meia André deverá ficar no Corinthians, mesmo com o interesse do Milan e da Inter de Milão. O atacante Pedro Raul poderá ser envolvido em uma troca com o atacante Junior Santos, do Galo Mineiro.
– Santos: O time peixeiro do meu amigo João Penteado, lá da Câmara de Vereadores da Barra do Jacaré, só volta a campo no dia 10/03, terça-feira, contra o Mirassol, fora de casa, pelo Brasileiro — “jogo unha de cavalo”. O Peixe estaria disposto a investir até 25 milhões de reais pelo zagueiro Lucas Veríssimo, que está no futebol do Catar. E continua o impasse na renovação de contrato do atacante Robinho Jr. O zagueiro João Basso teve seu contrato rescindido esta semana.
– São Paulo: O time do meu amigo Adriano Paiva (o Leão da Metalúrgica) só volta a campo no dia 12/03, quinta-feira, contra a Chapecoense, no MorumBIS, às 20h. O Tricolor deverá usar o estádio do Canindé para mandar alguns jogos nos próximos dias em decorrência de shows que serão realizados em seu estádio. O jovem atacante Ryan, que rompeu os ligamentos ano passado, tem previsão de atuar pelo Tricolor já no mês que vem.
– O campeonato lá no Guaíra Clube de Campo começa agora neste sábado, 7 de março.
Encerro a minha 12ª participação neste jornal agradecendo à Márcia e ao Beto pela oportunidade de poder fazer o que gosto e pela oportunidade de levar informação do que acontece no futebol em nossa região, no Brasil e no mundo. Que você tenha uma semana abençoada!
CAUSOS DO UNIÃO
Ficha Técnica Histórica
1980 – União Bandeirante 1×0 Coritiba – Campeonato Paranaense
Estádio: Comendador Luiz Meneghel
Gol: Sartóri aos 33′ do 2º tempo.
Árbitro: Pedro Dueñas.
Renda: Não fornecida.
União: Devanir, Paulo Sérgio, Terrinha, Pivé e Maringá; Malgarézzi, Cido e Sartóri; Nelsinho, Ditão e Zagoto.
Coritiba: Moreira, Wilson, Eduardo, Mauro e Dionizio; Leomir (Lance), Wilson Tadei e Adãozinho; Julinho (Santos), Luiz Freire e Aladin.
O ano era o início da década de 2000. Em Jacarezinho, o jovem Rogério Barbosa olhava para o horizonte com um sonho que não cabia no bolso. Ele tinha o convite para ser testado no União Bandeirante, o lendário “Leão da Vila”, mas faltava o principal para um viajante: o dinheiro da passagem. No futebol, porém, quem não tem assistência, inventa o drible.
Rogério sabia que o Norte Pioneiro era unido pelos trilhos e pelas usinas. Foi até o pátio da Usina Jacarezinho e, entre o ronco dos motores e o cheiro de melaço, encontrou a sua “classe executiva”. Um caminhoneiro confirmou o destino: “Vou descarregar lá na Usina Bandeirante, guri. Pula aí!”. Rogério subiu na boleia com a sua mochila e um par de chuteiras que eram seu único patrimônio. A viagem, sacolejando pelas curvas da estrada, foi o seu primeiro treino de equilíbrio. Enquanto o caminhão transportava o açúcar, Rogério transportava a esperança.
O desembarque não foi no portão principal do Estádio Vila Maria, mas sim no pátio de descarga da usina vizinha. De lá, ele caminhou até o campo. Dizem que quem chega no União de carona com caminhão de usina já entra em campo com 50% de vantagem. É que o DNA do time sempre foi esse: força, trabalho e pé no chão.
Rogério não só passou no teste como se tornou um dos nomes lembrados daquela década de 2000.
QUE FIM LEVOU?

Um dos melhores atacantes do time da Fazenda Cascata. O time era “o Marquinhos e + 10”, determinava o presidente e então sogro na época, Sr. Bráulio Comegno (In Memoriam). Teve a proeza de ser campeão também no time do Orion, lá no Guaíra Clube de Campo (único título desta equipe), mesmo jogando ao lado de Cachorrão, Marquinhos Moraes, Tadao Japonês, Nei Leitoa, Euri Goleiro, entre outros.
Outra fase de glória deste imparável atacante foi na época da Makina Kruel, também no Guaíra Clube de Campo, quando “cansou” de levantar títulos. Na Mákina, jogou ao lado de Serginho Gazeta, Ragazzi, Ernesto Tavela, Adilson Cabeção, Ticianel, Derlys, Jerônimo, Marcelão Timóteo, Pedrinho Silva, Nelsinho Garcia, entre outros.
Final do Campeonato Amador de Bandeirantes de 1979 – Campo do São Bento
O sol de domingo em 1979 não pedia licença; ele se impunha sobre o gramado do Campo do São Bento, em Bandeirantes. O ar estava carregado com o cheiro de grama batida e a expectativa de uma cidade que vivia o futebol amador como se fosse Copa do Mundo. Era a grande final: Club Atlético Bandeirantes contra o Palmeirinhas.
Nas arquibancadas improvisadas e ao redor do alambrado, a tensão era palpável. O jogo foi truncado, disputado palmo a palmo. Pelo Club Atlético, Odair era o nome da esperança. Em um lance de oportunismo que ficou gravado na memória de quem estava lá, ele balançou as redes, garantindo um dos gols da vitória. O segundo gol do Club Atlético permanece um mistério guardado pelo tempo, um herói sem nome que ajudou a selar o destino da taça.

Pelo lado do Palmeirinhas, a luta foi brava. Dizem os antigos, entre um gole e outro de conversa no Bar do João e do Zé Dias, que o gol de honra veio dos pés de Ademar Richter, num esforço legítimo de quem não entrega os pontos facilmente.

Mas o futebol em Bandeirantes nunca terminava no apito final. Zé Carlos, figura carimbada da várzea local, lembra bem da dinâmica da época. Naquele ano, ele defendia as cores do Club Atlético, a mesma equipe que, em uma tarde inspirada, viu Zé anotar impressionantes 8 gols em uma goleada histórica contra o time da metalúrgica do senhor Carlos Afonso.
Após o suor e a poeira da final, o destino era certo: o Bar do Sancré.
“A gente saía do campo e ia direto tomar uma gelada”, conta Zé Carlos, com um brilho no olhar de quem recorda a simplicidade daquela época.
O bar, uma estrutura rústica feita de bambu, tornava-se o centro do universo. Ali, vencedores e vencidos dividiam o balcão. A rivalidade ficava nas quatro linhas; no Sancré, o que importava era o brinde e as histórias contadas (e muitas vezes aumentadas) sobre cada lance daquela tarde inesquecível de 1979.






