Domingo passado uma ciclista foi atropelada e o motorista fugiu sem prestar socorro; em 2019, um peregrino também foi atropelado mas veio a óbito
(Redação) – Acidentes graves em trechos sem infraestrutura da BR-369, especificamente entre a área urbana de Bandeirantes ao Santuário São Miguel Arcanjo, no Norte do Paraná, motivou um grupo de pessoas a organizar uma manifestação pacífica programada para o próximo dia 26 (domingo). Denominado “Pedal Carreata”, o movimento surge como resposta ao mais recente acidente, um atropelamento de uma ciclista ocorrido no último domingo (12), nas proximidades do Santuário São Miguel Arcanjo. A situação alimenta a ausência de acostamentos seguros.
Mesmo a vítima ciclista estar utilizando equipamentos de proteção e sinalização, ela foi atingida por um Fiat Uno enquanto trafegava pelo bordo da pista e o condutor fugiu sem prestar socorro. A vítima sofreu fraturas graves e teve de ser internada na Santa Casa de Bandeirantes.
O episódio relembra uma ocorrência trágica no mesmo local com o atropelamento fatal de Gumercindo Pedro Filho, em 2019. Na ocasião, o romeiro de 56 anos caminhava em direção ao Santuário quando foi atingido por um veículo, evidenciando que a vulnerabilidade atinge tanto esportistas quanto peregrinos.
URGÊNCIA NA ROTA DA FÉ – O ponto central das reivindicações é a precariedade da BR-369 em um trecho de intenso fluxo turístico e esportivo. A falta de um acostamento adequado obriga pedestres e ciclistas a compartilharem o espaço diretamente com veículos leves e pesados, elevando drasticamente o risco de colisões e atropelamentos. A construção de uma via marginal ou acostamento pavimentado até o Santuário é vista pela comunidade como uma medida humanitária e de segurança pública indispensável.
MOBILIZAÇÃO – Com o slogan “Juntos na estrada da fé e do esporte”, o ato terá início às 07h30, com concentração e saída do Parque do Povo. O trajeto seguirá até o Santuário São Miguel Arcanjo, percorrendo o local exato onde os acidentes foram registrados.
O evento é uma ação inclusiva e convoca não apenas ciclistas e corredores, mas também motoristas que desejem participar com seus veículos para dar volume ao protesto e auxiliar no transporte de faixas. O objetivo é transformar a indignação coletiva em uma pressão efetiva sobre as autoridades locais para que a justiça seja feita no caso recente e, fundamentalmente, para que intervenções de engenharia viária garantam o direito à vida de quem transita pela região.




