O Governo do Paraná, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), consolidou a estratégia de regionalização do atendimento médico ao investir R$ 1,1 bilhão em 129 intervenções de infraestrutura hospitalar. O pacote de investimentos resultou em 48 reformas, 59 ampliações e a criação de 20 novas estruturas. Até o momento, 81 projetos foram concluídos, 34 estão em andamento e 14 encontram-se em fase de tramitação processual.

A iniciativa expandiu a capacidade do Sistema Único de Saúde (SUS) no estado e otimizou a distribuição de leitos. Entre 2018 e 2025, o total de leitos ativos saltou de 21.585 para 22.128, distribuídos em sete especialidades. O maior avanço ocorreu nos leitos complementares — que englobam UTIs, isolamentos e unidades de queimados —, com uma alta de 19,4%. Os leitos clínicos registraram crescimento de 12,3%, seguidos pelos cirúrgicos, que avançaram 6,6%.


Paralelamente, o perfil da rede hospitalar paranaense passou por uma readequação estrutural. O número total de estabelecimentos recuou de 489 para 478. Essa variação reflete a redução de hospitais públicos vinculados ao SUS, que passaram de 155 para 135 unidades, enquanto as instituições privadas conveniadas ao SUS subiram de 216 para 220.
Segundo o secretário de Saúde, César Neves, a meta prioritária é fortalecer unidades mais robustas e preparadas para demandas de média e alta complexidade, evitando que moradores do interior precisem se deslocar para os grandes centros urbanos. O secretário ressalta que a rede deve ser inteligente, utilizando prontos-atendimentos e unidades mistas para casos de menor gravidade e concentrando leitos e especialistas onde há real necessidade.

Como reflexo prático dessa política, o Hospital Regional de Telêmaco Borba, inaugurado em 2020 após 14 anos de espera, recebeu um aporte recente de R$ 3 milhões para a criação de um centro materno-infantil com funcionamento 24 horas. A unidade agora atende gestantes de alto risco dos Campos Gerais e do Vale do Tibagi. Outro destaque é o Hospital da Criança de Maringá, entregue em setembro de 2024, que contou com R$ 124 milhões do tesouro estadual e atende 20 especialidades médicas pediátricas. No interior, hospitais como os de Ivaiporã e Guarapuava — que iniciaram as atividades focados na pandemia de Covid-19 — também foram integrados à rede definitiva; a unidade de Guarapuava, operada pelo Instituto Santa Clara, registrou cerca de 13 mil cirurgias realizadas até o fim de 2025.
O cronograma de expansão segue ativo com novos anúncios do governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Entre os projetos lançados constam o novo hospital de Matinhos, no Litoral, orçado em R$ 67,7 milhões para 90 leitos; o Hospital Graciele Possan, em Guaíra, com investimento de R$ 64,3 milhões e 84 leitos; e uma nova unidade em Assis Chateaubriand, com aporte de R$ 74 milhões para 80 leitos. Já o Hospital São Camilo, em Irati, passa por uma readequação de R$ 13 milhões para ampliar sua capacidade de 62 para 101 leitos, incluindo uma nova ala de hemodinâmica.

O plano de descentralização prevê ainda futuras estruturas em municípios como Curitiba, Cascavel e Ponta Grossa, além de canteiros de obras avançados em Colombo e São José dos Pinhais, e inaugurações recentes em Arapongas, Loanda e São Mateus do Sul.

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