Uma ação conjunta entre a Polícia Civil do Paraná (PCPR) e o Instituto Água e Terra (IAT) resultou, nesta terça-feira (9), no resgate de um galo submetido a condições de maus-tratos em Cornélio Procópio (distante 35km de Bandeirantes), no Norte do estado. O animal, encontrado com ferimentos graves, foi recolhido pelas autoridades para receber tratamento especializado.

Durante a diligência, os agentes apreenderam diversos itens associados à prática ilegal, incluindo protetores de espora, esporas artificiais e agulhas. O delegado Adriano Diogo informou que as investigações prosseguem para identificar e responsabilizar os envolvidos na organização e promoção da atividade ilícita.

O QUE É RINHA – A rinha é uma modalidade de luta ilegal na qual animais  (mais comumente galos da raça combatente) são colocados em um espaço fechado para se enfrentarem até a exaustão ou morte. A prática frequentemente envolve o uso de acessórios perfurantes e cortantes fixados nos animais, além de apostas financeiras, o que configura crueldade extrema e sofrimento desnecessário.

LEGISLAÇÃO – No Brasil, a promoção de rinhas e a prática de maus-tratos contra animais constituem crime. De acordo com a Lei de Crimes Ambientais (Lei Federal nº 9.605/1998) , em seu artigo 32, é considerado crime “praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados”. A legislação prevê pena de detenção de três meses a um ano, além de multa, sendo que a punição pode ser aumentada em caso de morte do animal.

DENÚNCIAS – As autoridades reforçam a importância da colaboração da sociedade para combater esse tipo de crime. Informações sobre atividades suspeitas podem ser encaminhadas de forma anônima pelos telefones 197 (PCPR) ou 181 (Disque-Denúncia) . Caso o flagrante esteja ocorrendo no momento da denúncia, a orientação é acionar imediatamente a Polícia Militar através do número 190.

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