(Redação) – Com o objetivo de democratizar o acesso à tecnologia assistiva no Brasil, pesquisadores do Grupo de Pesquisa Sociedade Autista, ligado à Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), criaram o ADAPTE Board. A ferramenta é um aplicativo gratuito voltado para a Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA), desenvolvido para auxiliar crianças e indivíduos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou outras dificuldades de comunicação a expressarem suas necessidades e pensamentos de forma autônoma. A tecnologia está sendo apresentada e compartilhada no perfil do Instagram de @emanuelsantana e @adapte.com.br
O sistema funciona por meio da seleção de cartões visuais que representam palavras e ações. Ao selecionar termos simples, como “eu”, “querer”, “ir” e “brincar”, a aplicação processa a mensagem e estrutura frases completas e gramaticalmente corretas, como “Eu quero ir brincar”. As etapas de conjugação verbal, concordância e inserção de conectivos ocorrem automaticamente na tela, permitindo que o usuário construa a mensagem de forma intuitiva enquanto a ferramenta traduz seu pensamento em voz sintetizada.

O desenvolvimento da plataforma surge como uma alternativa para enfrentar as barreiras financeiras que muitas famílias brasileiras encontram ao buscar soluções de CAA. No mercado nacional, softwares comerciais de referência podem ultrapassar o valor de R$ 1.200 em licenças vitalícias, custo que se soma à aquisição de dispositivos específicos e ao acompanhamento terapêutico. Diante desse cenário de desigualdade no acesso, os desenvolvedores destacam que o ADAPTE Board é totalmente sem custos, isento de mensalidades, taxas ocultas ou necessidade de cadastramento de dados bancários.
Sendo um fruto da pesquisa científica pública, a solução foi projetada para ser universal e acessível: o aplicativo funciona inteiramente em português e é compatível com dispositivos que as famílias já possuem, como celulares, tablets ou computadores convencionais. Por ser uma iniciativa acadêmica sem verba destinada à publicidade, os idealizadores apostam na divulgação orgânica entre familiares, professores, fonoaudiólogos e terapeutas para que a ferramenta alcance as pessoas que mais necessitam, reforçando o princípio de que o acesso à comunicação é um direito fundamental.
Saiba mais no link: adapteboard.com.br




