– Bem, amigos da Rede Natanews de Comunicação, estamos indo para a minha 30ª participação como colunista esportivo deste querido jornal. Sempre agradecendo ao Deus Pai Todo-Poderoso. E lá vamos nós…

– O Coringão fez um amistoso neste último domingo contra o Cascavel — que sequer se classificou para a fase seguinte da Série D — lá em Cascavel. Pensa em um jogo dolorido e difícil de assistir! A coisa foi tenebrosa! Empate em 1 a 1. Cleiton fez para o time da casa, enquanto Matheus Pereira havia aberto o placar para o bicampeão mundial. Fico pensando nos torcedores que desembolsaram 160 reais e assistiram ao jogo! O volante Arthur pediu muito para renovar com o Grêmio e pode pintar lá no Parque São Jorge nesta janela agora. Ele teria pedido “só” 2,5 milhões por mês para renovar com o time gaúcho.

– O futebol ganhou com as duas semifinais que teremos nesta Copa do Mundo: Argentina x Inglaterra e, no outro jogão, Espanha e França. A Argentina até agora vem dando uma sorte do caramba. Só tinha jogado contra “beúdos” e, no último jogo, contra a Suíça, estava com as “calças nas mãos” quando o atacante suíço Embolo conseguiu ser expulso de forma “bisonha”. O grande teste de fogo para os hermanos será agora contra os ingleses. Eu aposto em uma final entre Espanha x Inglaterra. Acho que os “deuses do futebol” querem esta final.

Bitech e Amigos do Bebeto fizeram a grande final do Guaíra neste último sábado

– Lá no Guaíra, tivemos neste último sábado a grande final do Campeonato Livre. O título ficou com o time da Bitech, que venceu pela contagem mínima a equipe da Ótica Clara e Ana (Amigos do Bebeto), com um gol do atacante Bruno Aleixo ainda na etapa inicial. Destaque para a boa arbitragem do árbitro João Paulo, que é da Federação Paranaense de Futebol, assim como também para o público presente, que esteve, como sempre, “em grande massa” prestigiando esta final deste renomado campeonato do Clube Guaíra.

– Fica aqui também os parabéns à presidente Adriane Castanho, ao secretário de Esportes Luciano Leme (Gasolina) e ao coordenador Youssef Menguele (popular Cara Preta) pela organização e o bom andamento da competição. Esteve presente nesta final a equipe da Rádio Yara transmitindo, sempre com a supervisão impecável de Adenilson Fernandes (o Dedê Fernandes), assim como também o fotógrafo Nardão Espetáculo, e eu, Evandro Europa, fazendo os vídeos da grande final.

– Pela Copa Norte, o time de Bandeirantes goleou Cornélio Procópio por 5 a 2 neste último domingo, no Campo do Tozinho. Os gols foram de Jonatham Cesco, Alex, Ronald e Matheus “Gardengol”, que fez dois. No próximo domingo, às 10h da manhã, a gente recebe o time de Sertaneja, também no Campo do Tozinho.

Paulinho Comelli (proprietário da Arena Comelli) e Evandro do Natanews

– Estive neste último domingo na Arena Comelli, em Cambará, saboreando um delicioso almoço em companhia do meu amigo Paulinho Comelli, que é proprietário do estabelecimento. Lá você encontra o Museu do Matsubara, um amplo espaço de camping e pesca esportiva, além de um restaurante que lhe irá servir uma comida deliciosa, sem contar, é claro, o bom atendimento. Vale a pena você levar a sua família até o local e passar horas agradáveis. Vá conhecer e depois você me fala!

– Voltando a falar de Seleção Brasileira, o que me chamou a atenção foi a declaração do treinador René Simões sobre a permanência ou não de Ancelotti no comando da Amarelinha. René é contra a permanência do italiano e indicou o jovem treinador André Jardine, que ganhou tudo com o América do México nos últimos anos. Jardine chegou a treinar o São Paulo por um certo período e seria a melhor aposta para que se começasse um novo ciclo na Seleção.

– Outra declaração que achei interessante foi a do jornalista Elia Júnior, da Band. Ele criticou parte da imprensa brasileira, que, segundo ele, “sempre passa aquele mel” com perguntas rotineiras, repetitivas e que não acrescentam nada, principalmente durante as coletivas. Elia Jr. conta que, em uma ou mais oportunidades, chegou a pedir o direito de fazer perguntas durante as coletivas, e normalmente era ignorado pelo assessor de imprensa da Seleção.

– Não me surpreenderia se o árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio apitar a final desta Copa! Depois vocês me falam!

Muringa… É um menino bom

*Menino bom: Mário André, o Muringa, da empresa Dias Soluções em Segurança, é natural da minha terra natal, Itambaracá. Conheço esse cidadão desde criancinha e nunca vi esse homem chutar uma bola na vida. O palmeirense Muringa é um menino bom…

– A gente volta na próxima semana, se Deus quiser — e Ele há de querer. Grande abraço do seu amigo Evandro!

Que Fim Levou…

Quem passa pelos campos de futebol amador da região conhece bem a silhueta rápida que, por anos, infernizou as defesas adversárias. Nascido em 2 de setembro de 1965, o bandeirantense Doni carrega na memória a época de ouro do futebol local. Ainda adolescente, quando ficava na beira do campo, seus olhos brilhavam ao ver o amigo Serginho Vermelho jogar — um prelúdio da trajetória que ele mesmo construiria nos gramados da região. Embora tenha vestido camisas de peso como Makina Kruel, Figueirense, Gercan, Sul América, Mônica, Tabuleta, FFALM, Matsubara e Coopercana, foi no Botafogo que Doni viveu a maior parte de sua carreira amadora.

Dentre tantas partidas, uma tarde jogando a Copa Paraná pela cidade de Jundiaí do Sul ficou eternizada no coração do jogador. Naquele dia, dividindo o campo com companheiros ilustres como Caçapa e Chicão, Doni foi chamado por um senhor que estava encostado no alambrado. Ao se aproximar, ouviu um relato que guarda até hoje com carinho: “Minha filha é cadeirante e é sua fã número um. Ela faz questão que eu a traga em todos os jogos só para ver você e a equipe jogarem”. Para Doni, aquele momento superou qualquer medalha ou troféu. Era o combustível que precisava para continuar correndo.

UNIFORME E CHORO – Nem só de glórias se faz uma carreira, e Doni lembra com bom humor de uma das derrotas mais doloridas — e folclóricas — de sua trajetória no futsal, quando defendia a Gercan. O patrocinador e “dono do time”, o conhecido Sr. Hilário “Japonês” (proprietário dos Produtos Rainha), resolveu presentear a equipe com agasalhos novos e personalizados. Confiantes e esbanjando elegância, os jogadores — que contavam com um elenco forte formado por Rick no gol, Marquinhos Xavier, Key, Paulinho e o próprio Doni — marcharam “na maior pompa” em direção ao ginásio Chinelão.

Mas o destino tinha outros planos. A Gercan acabou derrotada pela Revisora por 3×1 (ou 3×2, memória falha as vezes). O grande vilão da noite foi o goleiro adversário, Vitinho Esteves, que jogou improvisado porque o titular não pôde comparecer, e acabou fechando o gol com uma atuação milagrosa.

A decepção foi tão grande que, no churrasco de consolo na casa do Key, teve jogador que não segurou as lágrimas de pura frustração.

“PEGA O BAIXINHO! NÃO, PEGA O BARBUDINHO!” – No ápice da carreira, a principal arma de Doni era a velocidade estonteante. Baixo e veloz, ele era o terror dos marcadores, o que sempre rendia gritos provocativos da torcida adversária: – “Pega esse baixinho! Pega esse baixinho!”

Incomodado com a marcação verbal, Doni decidiu mudar o visual e deixou a barba crescer, esperando que a provocação cessasse. Não adiantou. No jogo seguinte, o coro das arquibancadas apenas se adaptou ao novo estilo do craque: – “Pega esse barbudinho! Pega esse barbudinho!”.

E foi numa dessas trajetórias memoráveis que Doni contou sobre o gol que decidiu o título para a Makina Kruel no Chinelão. A emoção foi tanta que, após a bola acertar a rede, ele pulou a corda de segurança, e entre os torcedores, ele subiu as arquibancadas até chegar na namorada (hoje esposa). “Consegui chegar até ela e dei um beijo na minha esposa. Foi um gol que fiz e que marcou minha existência nesta terra”.

Casado com Rosangela, filhas Gabriela, Isabela, neto Francisco que mora em Fortaleza/CE, Doni avisou quer preparar o pimpolho herdeiro para os gramados, mas a mãe do garotinho já alertou o avô coruja que, por enquanto, a camiseta do time será a mesma dela: o São Paulo.

Causos do União

– O goleiro Betão me contou duas boas… Uma foi em um jogo do União. O zagueiro Pedro Paulo usava umas botas bonitas e tal. O cidadão sempre andava alinhado nas ruas, com aquela calça jeans e as suas tradicionais botas. Quando o homem entrava no banheiro para o banho, era pelo menos umas duas horas para ele dar “um trato naquele cabelo”. Uma vez, em um jogo do União, ele colocou as suas botas embaixo de um espaço onde o pessoal fazia as suas orações. E não é que caiu uma vela em cima da bota do homem e a queimou? Betão conta que foi só riso no trajeto do estádio até a república naquele dia. Pedro Paulo teve que ir de calça jeans e chinelo Havaianas.

Betão conta também que eles sempre davam uma escapadinha e iam tomar uma “água que passarinho não bebe” lá no Bar do Careca (in memoriam), lá na Vila São Pedro. Ele conta que o bar era meio subterrâneo. O “Seu” Nelson (in memoriam) sempre os procurava e dificilmente os encontrava. Em uma das vindas para a concentração, Betão conta que teve um meia-direita, liso igual a um quiabo, que “encheu o pote” um dia e caiu bem em cima da linha do trem na volta para a concentração. A turma teve que colocar o cidadão nos ombros para que ele conseguisse chegar!

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui