Foi inaugurada no último dia 08, em Bandeirantes, a sede da Associação Anjo Azul, entidade sem fins lucrativos que visa o atendimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e também dar apoio as suas famílias. De acordo com a presidente da Associação Anjo Azul, Sandra Alves, tal conquista é resultado de luta de anos onde as mães se reuniram e uniram esforços na busca por direitos de atendimentos e alento aos filhos que se encontram dentro do espectro.
“A conquista dessa sede é uma vitória muito grande, assim como conseguimos habilitar toda a documentação da nossa entidade, e dessa forma, podemos receber doações como por exemplo de emendas impositivas, elaboração de projetos, recursos que nos ajudará e muito, já que todos os nossos atendimentos são gratuitos e atendemos toda a região. Além disso, ainda temos uma importante parceria com a Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), campus Luiz Meneghel, que nos dá suporte no projeto de Equoterapia”, elencou. A presidente da entidade mencionou ainda que atualmente são atendidas pelo Anjo Azul 63 crianças com TEA e enfatizou que, quanto mais cedo for realizado o diagnóstico, melhor será a intervenção e tratamentos terapêuticos. “Somos uma entidade formada por famílias, que lutamos por nossos filhos, e que sempre estaremos dispostos a ajudar quem precisa”, destacou.
A solenidade de inauguração contou com a presença de autoridades, como as promotoras de Justiça da Comarca de Bandeirantes, Virginia Prado Domingues, e Aracê Razaboni Teixeira; secretários de Saúde Wanderson de Oliveira e da Educação e Cultura, Nelci Queiroz; presidente e vice-presidente da Subseção OAB/PR, respectivamente, Fernando Castanho e Camilla Felix; e vereadores.
TEA – O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um distúrbio do neurodesenvolvimento caracterizado por desenvolvimento atípico, manifestações comportamentais, déficits na comunicação e na interação social, padrões de comportamentos repetitivos e estereotipados, podendo apresentar um repertório restrito de interesses e atividades.
Sinais de alerta no neurodesenvolvimento da criança podem ser percebidos nos primeiros meses de vida, sendo o diagnóstico estabelecido por volta dos 2 a 3 anos de idade. A prevalência é maior no sexo masculino.
A identificação de atrasos no desenvolvimento, o diagnóstico oportuno de TEA e encaminhamento para intervenções comportamentais e apoio educacional na idade mais precoce possível, pode levar a melhores resultados a longo prazo, considerando a neuroplasticidade cerebral. Ressalta-se que o tratamento oportuno com estimulação precoce deve ser preconizado em qualquer caso de suspeita de TEA ou desenvolvimento atípico da criança, independentemente de confirmação diagnóstica.




