Em uma cerimônia marcada com a presença de diversas autoridades locais, regionais e estaduais, a Associação Anjo Azul, entidade voltada para o atendimento de apoio à pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA), realizou no último dia 17, a inauguração da sua segunda unidade em Bandeirantes, que fica na Avenida Edelina Meneghel Rando, 1347, centro. A expansão da associação representa um avanço significativo no suporte terapêutico às crianças e adolescentes, e suas famílias, independente da classe social. A abertura da unidade número 2 da Anjo Azul reforça o compromisso da organização em oferecer atendimento gratuito e de qualidade a pessoas com TEA.
Segundo a presidente da entidade, Poliana Rodrigues de Paula, “o autismo dói; não é fácil ser autista; não é fácil ser mãe de autista; não é fácil ser pai de autista. Portanto, a importância de uma associação como a Anjo Azul não pode ser subestimada”, comentou. Em muitas regiões, o acesso a profissionais especializados e terapias adequadas para o TEA é limitado, ou os custos são proibitivos para a maioria das famílias. “E foi com esse intuito que a Associação Anjo Azul surgiu, para preencher essa lacuna, proporcionando suporte multidisciplinar que inclui terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, psicólogos e outros especialistas essenciais para o desenvolvimento e a inclusão de pessoas com autismo”, explicou a diretora Sandra Alves, precursora na formação da entidade.
Além do atendimento direto das crianças e adolescentes com TEA, a associação desempenha um papel fundamental no apoio às famílias. O diagnóstico e a convivência com o autismo podem ser desafiadores, e as famílias muitas vezes precisam de orientação, acolhimento e um espaço para compartilhar experiências. A Anjo Azul também ajuda em oferecer esse suporte, capacitando os pais e cuidadores a lidar com os desafios e a promover um ambiente mais favorável ao desenvolvimento de seus filhos.
A atuação da Anjo Azul se estende para além de Bandeirantes, outros municípios do norte do Paraná. A carência de profissionais e recursos especializados em muitas prefeituras da área levou a firmar parcerias, como o município de Itambaracá. O prefeito Amarildo Tostes relatou que com a estrutura da entidade é possível encaminhar seus munícipes para o atendimento na associação, especialmente pelo reconhecimento da expertise da Anjo Azul quanto as terapias e profissionais qualificados.
“A nova unidade não só ampliará a capacidade de atendimento da Anjo Azul, mas também fortalecerá a rede de apoio a pessoas com TEA e suas famílias em situação de vulnerabilidade social”, comentou o deputado estadual Luiz Claudio Romanelli.
“A iniciativa é um exemplo de como a união de esforços pode gerar impactos positivos e duradouros, garantindo que mais pessoas com autismo tenham a oportunidade de desenvolver seu potencial e viver com dignidade”, mencionou o secretário de Estado do Desenvolvimento Social e Família do Paraná, Rogério Carboni.
Estiveram presentes ainda na solenidade, prefeito Jaelson Mata; subchefe da Casa Civil, Lúcio Tasso; secretário de Segurança Pública Hudson Teixeira; deputado federal Diego Garcia; prefeito de Jacarezinho e presidente do Cisnorpi, Marcelo Palhares; vereadores de Bandeirantes e região; coordenadores regionais dos núcleos regionais.
TEA – O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um distúrbio do neurodesenvolvimento caracterizado por desenvolvimento atípico, manifestações comportamentais, déficits na comunicação e na interação social, padrões de comportamentos repetitivos e estereotipados, podendo apresentar um repertório restrito de interesses e atividades.
Sinais de alerta no neurodesenvolvimento da criança podem ser percebidos nos primeiros meses de vida, sendo o diagnóstico estabelecido por volta dos 2 a 3 anos de idade. A prevalência é maior no sexo masculino.
A identificação de atrasos no desenvolvimento, o diagnóstico oportuno de TEA e encaminhamento para intervenções comportamentais e apoio educacional na idade mais precoce possível, pode levar a melhores resultados a longo prazo, considerando a neuroplasticidade cerebral. Ressalta-se que o tratamento oportuno com estimulação precoce deve ser preconizado em qualquer caso de suspeita de TEA ou desenvolvimento atípico da criança, independentemente de confirmação diagnóstica.




