Um incidente ocorrido na tarde deste sábado (26) em Bandeirantes, onde um idoso de 62 anos foi atacado por um cachorro na Rua João Pedro, Vila São Geraldo, não apenas resultou em ferimentos para a vítima, mas traz – novamente – debate sobre a responsabilidade dos tutores e a lacuna na atuação do poder público municipal.
O idoso foi prontamente encaminhado ao Pronto-Socorro da Santa Casa para receber atendimento médico. A tutora do animal foi levada à Companhia da Polícia Militar, onde foi lavrado um Termo Circunstanciado. Ela deverá responder por omissão de cautela na guarda de animais, um crime previsto em lei para casos em que o responsável não garante que seu animal não cause danos a terceiros.

Este episódio sublinha a imperatividade da guarda responsável, especialmente quando se trata de cães de médio e grande porte. A negligência no manejo de animais domésticos pode ter consequências graves para a segurança pública e o bem-estar dos cidadãos.
E OS CÃES DE RUA? – É sabido entre os moradores de Bandeirantes que duas ONGs de proteção atuam incessantemente no atendimento há vários casos e de diferentes situações dos animais domésticos. No entanto, o problema vai além da responsabilidade individual do tutor.
Não há um censo sobre a quantidade de animais soltos, mas é visível a crescente presença deles nas ruas de Bandeirantes, o que expõe uma falha sistêmica: a ausência de programas eficazes por parte da prefeitura para o controle e manejo desses animais. Cães e gatos abandonados ou que escapam de suas residências enfrentam uma série de riscos, como atropelamentos, doenças, fome e maus-tratos.
Além disso, a presença desses animais nas vias públicas representa uma ameaça constante para a população.
Ataques como o ocorrido neste sábado são apenas um dos perigos. A disseminação de doenças, acidentes de trânsito causados por animais na pista e a insalubridade de espaços públicos são outras consequências diretas dessa inação.
A prefeitura de Bandeirantes precisa urgentemente desenvolver e implementar políticas públicas voltadas para a questão animal. Programas de castração em massa, campanhas de conscientização sobre guarda responsável, a criação de um centro de acolhimento e adoção, e a fiscalização efetiva de casos de abandono são medidas essenciais.
O ataque ao idoso na Vila São Geraldo serve como um alerta contundente de que a segurança e a saúde da comunidade, bem como o bem-estar animal, dependem de uma abordagem conjunta. É preciso que tanto os tutores assumam sua responsabilidade quanto o poder público cumpra seu papel na gestão da população de animais de rua, transformando a realidade de risco em um ambiente mais seguro e saudável para todos.




