CONSULTA-PUBLICA
Até quinta-feira, 65 mil pais, estudantes, funcionários de escola e professores que já registraram a opinião

Balanço parcial até quinta-feira (29), da consulta pública sobre a migração de escolas do sistema tradicional para o modelo cívico-militar, mostrou que a alteração foi aprovada em 115 escolas onde o quórum de votação foi alcançado. Até o fechamento desta edição na tarde de ontem, sexta-feira (30), o período de votação ainda continuava.

Pelo NRE (Núcleo Regional da Educação) de Cornélio Procópio, sob a chefia da professora Ana Paula Tavella Machado, a alteração para o modelo tradicional de ensino foi aprovado com mais de 90% nos sete colégios dos seis municípios contemplados: Bandeirantes, Cornélio Procópio, Jataizinho, São Sebastião da Amoreira, Urai e São Jerônimo da Serra. “Este modelo vem agregar e não tira, de forma alguma, a responsabilidade da família, dos professores, da direção geral. Objetivo é melhorar o nosso ensino aprendizagem. E sabemos que toda mudança gera um pouco de incerteza, porém isso é normal e é preciso dar os primeiros passos. Assim como ocorreu no início de abril deste ano com o ensino não presencial. Todo o trabalho desenvolvido pelo Governo do Paraná e SEED, assim como nossa equipe do NRE/Cornélio Procópio, fez a diferença para que a educação seguisse adiante e com qualidade”, destacou a Ana Paula.

No NRE/Cornélio, aprovação de mais de 90% nos sete colégios dos seis municípios contemplados

Até o final da tarde de quinta-feira, de acordo com o balanço da SEED, mais de 65 mil pais, estudantes, funcionários de escola e professores já haviam registrado a opinião sobre a proposta de alterar o modelo de escolas. No total, 217 instituições de ensino, em 117 municípios do Paraná, ainda estavam com processo de consulta pública aberto para que a comunidade escolar votar. “Ao ofertar essa opção, o Governo do Paraná atende a um anseio muito antigo da sociedade paranaense. A maioria das famílias quer a mudança do modelo”, afirma o secretário estadual da Educação e do Esporte, Renato Feder.

APROVAÇÃO – Para que a implementação seja efetivada, é preciso que mais de 50% das pessoas aptas a votar na escola tenha participado da consulta e que a maioria simples dos votantes (50% e mais um voto) seja favorável ao programa — o maior do país na área, com investimento de cerca de R$ 80 milhões, direcionado a 129 mil alunos. Nos colégios onde a migração for aprovada, haverá implementação da modalidade cívico-militar em 2021.

AS DISCIPLINAS CURRICULARES – As escolas contarão com aulas adicionais de Português, Matemática e Civismo, permitindo aos estudantes que aprendam sobre leis, Constituição Federal, papel dos três poderes, ética, respeito e cidadania. No Ensino Médio, haverá, ainda, a adição da disciplina de Educação Financeira. Além de questões curriculares, outra mudança trazida pela nova modalidade de ensino — que será aplicada em escolas do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e no Ensino Médio — é a gestão compartilhada entre civis e militares. O diretor-geral e o diretor-auxiliar permanecem sendo civis e as aulas continuam sendo ministradas por professores da rede estadual, enquanto o diretor cívico-militar será responsável pela infraestrutura, patrimônio, finanças, segurança, disciplina e atividades cívico-militares. Haverá, também, de dois a quatro monitores militares, conforme o tamanho da escola. (Da redação com assessoria / Foto rede social facebook)

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