Bandeirantes, no Norte do Paraná, foi a cidade anfitriã para solenidade de abertura da Operação Rondon deste ano na manhã da sexta-feira (11) passada. A cerimônia contou com a tradicional Outorga do Chapéu.
Na edição de 2025 são 14 municípios em atendimento: Barra do Jacaré, Quatiguá, Cornélio Procópio, Leópolis, Nova Fátima, Nova América da Colina, Nova Santa Bárbara, Congonhinhas, Santa Amélia, São Sebastião da Amoreira, Rancho Alegre, Joaquim Távora, Guapirama e Itambaracá. Ano passado foram 11 cidades e contou com 878 ações e 40 mil beneficiados na região Centro-Sul. Com a participação de mais de 280 estudantes, de sete universidades estaduais, bem como de parcerias na iniciativa privada, ao longo de 11 dias oficinas nas áreas da cultura, educação, saúde, meio ambiente, tecnologia e trabalho estão sendo realizadas nas cidades do norte pioneiro.
Durante a abertura, o secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado do Paraná (SETI), Aldo Bona, relatou que neste ano o investimento no projeto é de R$ 2,7 milhões. “É um investimento que está mobilizando mais de 350 pessoas, em 14 municípios, tem toda a logística implicada também. É um conjunto de recursos importante para que a operação possa acontecer com segurança e qualidade”, disse e ressaltou o caráter voluntário da participação dos rondonistas numa ação estadual que apenas acontece no Paraná. “É o único estado do País que faz uma operação própria”.
POLÍTICAS PÚBLICAS – As oficinas do Projeto Rondon deram início na sexta-feira (11) e abrangem as áreas com proposição de políticas públicas a partir das ações extensionistas. A interface, coordenada pela professora Elaiz Buffon, a chamada WebGIS que é financiada pela SETI, com recursos do Fundo Paraná, é uma inteligência geográfica baseada na inteligência artificial com análise espacial, utilizando dados do IBGE, das prefeituras e do Estado do Paraná. Esta inteligência possibilitou a realização de um mapa preditivo que estimou 37 mil pessoas impactadas pelas ações extensionistas desenvolvidas no Rondon. “Os rondonistas são a fonte de coleta de dados que vai integrar toda essa base de dados que a gente já coletou previamente. A gente espera não só que eles confirmem os 37 mil, mas que a gente chegue muito além disso”, afirma Buffon.
Por meio de um aplicativo baixado no celular pelos rondonistas, as atualizações são realizadas em tempo real, de modo automático. Estes dados ficarão à disposição da população, em especial pela sua contribuição com a proposta de políticas públicas.
O prefeito de Barra do Jacaré, Fabiano Zanatta, uma das cidades que acolherá a operação, representou todos os outros prefeitos na ocasião da cerimônia. Ele destacou o caráter realista das oficinas preparadas para o município. “A partir da visita precursora, foram levantados os problemas reais que temos. São oficinas que atingem o objetivo do município, e agora o trabalho é conosco e com a equipe, de fazer uma grande mobilização, para que a gente tenha uma boa participação nas ações do Rondon”, disse.
OFICINAS – As primeiras atividades e oficinas da Operação Rondon Paraná 2025 deram início ainda na sexta-feira em Guapirama, Cornélio Procópio, Leópolis e Itambaracá com dia dedicado a atividades nas áreas de saúde, educação e tecnologia.
Em Itambaracá, equipes da Unioeste e da UTFPr estiveram na Cozinha Comunitária para uma oficina de boas práticas de manipulação de alimentos. O trabalho foi importante para qualificar ainda mais a cozinha, que semanalmente atende a população local com a distribuição de marmitas.
Vera Lucia Bianconi do Vale sempre trabalhou nas escolas municipais da cidade e está há quatro meses na cozinha comunitária. “Os rondonistas deram uma aula de como se comportar dentro da cozinha e manusear os alimentos. Aprendemos bastante”, afirmou ela.
Os rondonistas Arthur Priester e Gabriel Bulgarelli, estudantes de História e Nutrição na Unioeste, respectivamente, já iniciaram a manhã com a mão na massa. Bulgarelli levou para a cidade uma oficina de Panificação. “É um pouco sobre resgatar a tradição dos avós também. Essa parte da segurança alimentar, a pessoa fazer o próprio pão, lá com a farinha que ela tem em casa”. Já Arthur ministrou oficinas sobre horticultura e criação de abelhas sem ferrão. “Hoje em dia a gente usa muitos químicos sem avaliar os riscos, imediatamente. E a gente acaba destruindo o que construímos em milênios de história”, destaca.
Itambaracá sediará, nos próximos dias, tendas da saúde, oficinas sobre saúde mental Lei Maria da Penha, liderança e empreendedorismo, primeiros socorros e a Lei de Licitações. O atendimento será voltado a crianças, moradores de zona rural, idosos, funcionários públicos, mulheres, jovens, e demais parcelas da população.
CORNÉLIO PROCÓPIO E LEÓPOLIS – Nestas duas cidades, as ações extensionistas, promovidas por estudantes e professores da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e do Centro Universitário Ingá (Uningá), foram pensadas de forma conjunta e aconteceram simultaneamente. Em Cornélio Procópio, a oficina da manhã reuniu professores da rede pública e da Apae para um Treinamento de RCP, desengasgo e afogamento.
Já em Leópolis, as oficinas foram voltadas às crianças e jovens, com temas como cinema 3D, sustentabilidade, nutrição e saúde bucal.
A estudante Kawany Tayna, da UEM, coordenou a oficina de saúde bucal em Leópolis. “Queremos mostrar que as crianças podem cuidar da própria saúde. Usamos objetos lúdicos e entregamos kits com escova e pasta. Muitos não têm acesso a essas informações básicas”.
As oficinas do Projeto Rondon 2025 estão a cargo de professores e alunos de sete universidades estaduais: Universidade Estadual de Londrina (UEL); Universidade Estadual de Maringá (UEM); Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG); Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste); Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro); Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP); e Universidade Estadual do Paraná (Unespar).
Atuam em parceria a Universidade Paranaense (Unipar); Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), câmpus Francisco Beltrão e Ponta Grossa; Centro Universitário de Cascavel (Univel); Centro Universitário Ingá (Uningá), de Maringá; Instituto Superior do Litoral do Paraná (Insulpar); Faculdade de Apucarana (FAP).




