Curso promovido pelo programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UENP/UNICENTRO/UNESPAR e a 18ª Regional de Saúde de Cornélio

Em resposta ao crescente desafio do Diabetes Mellitus, que afeta 11,1% da população brasileira e sendo uma das dez principais causas de mortalidade no país, o Programa de Pós-Graduação em Enfermagem (UENP/UNICENTRO/UNESPAR) e a 18ª Regional de Saúde de Cornélio Procópio promoveram um Curso de Imersão em Insulinoterapia para profissionais da saúde do Norte Pioneiro do Paraná.

O evento, realizado no auditório do Campus Cornélio Procópio da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), no mês de novembro em alusão ao Dia Mundial do Diabetes (14/11), reuniu cerca de 200 participantes, incluindo profissionais e estudantes de Enfermagem.
A iniciativa focou na capacitação sobre o manejo correto da insulinoterapia, que surgiu através das demandas e frequentes dúvidas durante os atendimentos na Atenção Ambulatorial Especializada. O endocrinologista, médico Rômulo Paris, conduziu a abertura, abordando diagnóstico e tratamento da doença, baseando-se nas diretrizes nacionais, como o Protocolo Clínico do Ministério da Saúde.

Evento reuniu profissionais de saúde e estudantes de enfermagem para capacitação ao desafio crescente do Diabetes Mellitus

Enquanto a enfermeira e mestranda Juliana Mendes detalhou os diferentes tipos de insulina, suas características, tempos de ação, indicações e diferenças entre insulinas de ação rápida, curta, intermediária e basal, além de reforçar as normas de transporte e armazenamento.
O curso também ofereceu estações práticas que permitiram aos participantes manusear seringas e canetas de insulina sob supervisão. O treinamento enfatizou a importância da técnica correta, destacando aplicação subcutânea: que é essencial para evitar a absorção rápida e hipoglicemia; a utilização da agulha de 4 mm: recomendada pela Sociedade Brasileira de Diabetes para maior segurança e eficácia; a rotação de locais de aplicação: necessária para prevenir a lipohipertrofia (alteração do tecido que compromete a absorção da insulina); o descarte seguro: obrigatório e imediato das agulhas; e a homogeneização: de insulinas turvas (como a NPH) antes do uso.

A enfermeira Kethelin Aragão reforçou que a técnica correta é vital para a eficácia do tratamento. Tanto ela quanto a enfermeira Juliana Mendes destacaram a importância de momentos de educação continuada para aprimorar a prática profissional.
O especialista Rômulo Paris considerou o evento um marco, por ter reunido profissionais engajados e promovido a troca de experiências para elevar a qualidade do atendimento na região. O professor doutor e diretor do campus Luiz Meneghel de Bandeirantes, Ricardo Castanho Moreira, sublinhou que, embora o foco tenha sido a insulinoterapia, ações de educação em saúde devem ser contínuas.

A Sociedade Brasileira de Diabetes reitera que o diagnóstico precoce, o tratamento adequado e a adoção de hábitos saudáveis (atividade física e alimentação balanceada) são fundamentais para prevenir o agravamento do Diabetes e suas complicações crônicas.

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