Em um mundo cada vez mais digitalizado, o cuidado e atenção com a segurança da informação tornou-se uma prioridade não apenas para empresas e governos, mas também para o cidadão comum. Com o uso intensivo de smartphones para acessar serviços bancários, redes sociais e plataformas públicas, por exemplo, os riscos de ciberataques se multiplicam. Golpes como phishing e spoofing, engenharia social, malware e redes Wi-Fi públicas não seguras são apenas algumas das ameaças que colocam em risco os dados pessoais e dados bancários dos brasileiros.

Segundo dados do relatório com o cenário de ataques cibernéticos, divulgado pelo Check Point Research (CPR) – divisão de inteligência em ameaças da Check Point Software, atualmente, o Brasil é um dos principais alvos de ciberataques na América Latina. Em 2024, o país registrou um aumento alarmante de 95% nas investidas virtuais, alcançando uma média de 2.766 tentativas de ataque por semana.
Os setores mais visados incluem educação, governo e saúde, refletindo a vulnerabilidade de infraestruturas críticas. Além dos danos operacionais, os prejuízos financeiros também são significativos: o custo médio por violação de dados no país foi de R$6,75 milhões em 2024, os dados são do relatório “Cost of a Data Breach”, da IBM Security. Apesar dos desafios, o Brasil ocupa o segundo lugar nas Américas em maturidade de cibersegurança, segundo o Índice Global de Segurança Cibernética da UIT, posição que evidencia avanços, mas também a urgência de investimentos contínuos em proteção digital.

Entre os principais sinais de invasão estão o aumento repentino no consumo de bateria, tentativas suspeitas de login e até mensagens falsas enviadas a contatos pedindo dinheiro. Segundo Marcelo Souza, Diretor de Tecnologia da Informação da Ligga Telecom, os cibercriminosos têm se aproveitado da ausência de práticas básicas de segurança, como a falta de autenticação em dois fatores. “Utilizar aplicativos como WhatsApp e e-mail sem proteção adicional facilita muito o trabalho dos invasores”, alerta.
Com forte atuação junto a órgãos públicos e serviços essenciais, a operadora referência em telecomunicações no Paraná também se compromete com a segurança digital em larga escala. A empresa participa de projetos de cidades inteligentes, soluções de backup robustas e muralhas digitais, promovendo a proteção de dados sensíveis com impacto direto na vida da população. “Graças à estrutura de backup da Ligga, recentemente fizemos a restauração de um sistema atacado por ransomware em apenas 48 horas”, comenta Marcelo.

Para garantir a segurança digital, o especialista incentiva o uso de ferramentas como antivírus e VPNs, disponíveis amplamente nas lojas de aplicativos. “Proteger seus dados é proteger o seu futuro. A segurança digital não é mais opcional, é essencial”, conclui Marcelo.

DICAS DE PROTEÇÃO
Ative a autenticação em dois fatores: Utilize apps como Google Authenticator ou MS Authenticator para adicionar uma camada extra de segurança em redes sociais, e-mails e – principalmente – aplicativos de banco e WhatsApp.
Use senhas fortes e bloqueio de tela: Prefira senhas com letras, números e símbolos e ative o bloqueio por PIN ou biometria. Evite repetir a mesma senha em diferentes sites/aplicativos.
Atualize seus aplicativos e o sistema operacional: As atualizações trazem correções de segurança que evitam brechas exploradas por hackers.
Evite clicar em links suspeitos ou fornecidos via mensagens: Sempre acesse sites digitando o endereço diretamente no navegador, especialmente quando se trata de cobranças, promoções ou dados sensíveis.

Use antivírus e VPNs em redes públicas de Wi-Fi: Ao se conectar a redes abertas, utilize uma VPN para criptografar sua navegação, bem como aplicativos confiáveis de antivírus.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui