
A partir de hoje, os nossos ilustres e numerosos leitores não mais lerão os semanais artigos “Fragmentos da nossa história”. E isso porque entramos agora em uma etapa conclusiva do nosso trabalho de resgate da história de Bandeirantes.
Agradecemos com o maior penhor a generosidade e a gentileza da prezada amiga e ilustre jornalista Márcia Moskado, por haver – sem qualquer custo para nós – cedido esse especial espaço na tão prestigiada Folha do Norte Paranaense, por quase cinco anos, numa inequívoca demonstração de interesse pela preservação da nossa história. E igual agradecimento externamos aos leitores que tanto nos prestigiaram lendo os nossos escritos por todo esse tempo, o que muito nos ajudou, e mesmo através da mais singela manifestação, ou com oportunos alertas sobre omissões e falhas da nossa parte, e lembranças de nomes ou correções destes, assim trazendo novos fatos e dados, caso dos amigos cartorários Silmar Cordeiro de Souza e João Sartori, e do agente legislativo da Câmara Municipal, Carlos Roberto da Silva.
Já se vão quatro anos e meio desde o dia 25 de maio de 2021, data da publicação do primeiro de 141 artigos destes “Fragmentos da Nossa História”, para nós uma das mais gratificantes experiências de vida. E isso, também pelo prazer de estarmos resgatando e trazendo à lume os fatos que compuseram a história de Bandeirantes, quanto em ver o interesse dos bandeirantenses por ela. Em razão disso, comparamos o nosso trabalho a uma “viagem na história”, no decurso de cuja viagem, os seus passageiros (os milhares de leitores) terão a oportunidade de conhecer mais de perto quem foram as pessoas que sabem ter existido apenas por seus nomes figurarem em placas indicativas de ruas, praças e/ou inscrições nas fachadas de escolas e prédios públicos.
E é com esse olhar, de uma viagem, que mostramos abaixo a arte da capa do nosso livro (com lançamento previsto para o primeiro semestre de 2026) a qual traz 4 imagens: a) a mata ou o sertão virgem, com a clareira nela aberta, e o acampamento que lembra o do topógrafo Carlos Borromei – e auxiliares –, responsável pela demarcação e subdivisão do latifúndio de 50 mil alqueires de terras devolutas, que era a posse “Fazenda Laranjinha” (a partir desse acampamento foi que surgiu o povoado Invernada – iniciado em 1906); b) um trem de passageiros, puxado por uma locomotiva “Maria-Fumaça”, conduzindo o historiador e seus leitores (cuja sua ferrovia foi o motivo do surgimento – em 1931 – do novo povoado, que viria a ser a sede do município criado em 1934); c) vista aérea da cidade de Bandeirantes, e d) foto do Santuário de São Miguel Arcanjo. O título do livro será “Bandeirantes, do Sertão ao Santuário – Uma Viagem na História”.
Estampada neste artigo, a arte da capa do nosso livro poderá não ser a definitiva. As fotos que a comporão passarão por aprimoramentos, tais como melhores ângulos de tomada, melhor resolução, ou no caso do “trem de passageiros”, uma outra foto que melhor passe a ideia de uma viagem tão significativa. Afora mostrar a arte da capa, a ilustração da página é uma confirmação de que estamos já no final do nosso trabalho, cuja estrutura gráfica será compatível com a importância das informações contidas em suas várias centenas de páginas, reunidas em encadernação costurada e capa dura, garantia de longa durabilidade.
À parte qualquer veleidade pessoal, acreditamos que o trabalho será uma valiosa contribuição para as famílias, escolas, bibliotecas e repartições que o tenham. E certamente (e como já foi visto) interessará também aos bandeirantenses hoje residindo em várias cidades Brasil afora – e mesmo no exterior.
Os agradecimentos inicialmente apresentados, os fazemos também em nome de nosso filho Waelson de Oliveira, o qual, pela sua indispensável ajuda na digitação e revisão de tudo quanto escrevemos nesses anos, afora a organização e arquivamento desses escritos e suas respectivas fotografias (bem como muitas restaurações e recuperações feitas em relação a elas), terminou por ser o principal arrimo na realização deste trabalho.
Quanto às tratativas e acertos financeiros com editores, diagramadores, revisores, impressores e outros, estarão a cargo do ICASB (Instituto das Causas Ambientais e Sociais do Brasil), sob a responsabilidade do empreendedor Paulo Roberto Balla.
* Walter de Oliveira, 93, articulista desta Folha, é bandeirantense, nascido em 1932



