Celso Silva, prefeito eleito em 2008 (foto obtida no site da Prefeitura de Bandeirantes)

Walter de Oliveira*

Começamos nossos fragmentos de hoje (quando o foco continua sendo os gestores e legisladores municipais) com uma notícia que consideramos bastante alentadora para os nossos numerosos e ilustres leitores: Celso Benedito da Silva, cuja eleição para prefeito e as suas principais realizações, e do que nos ocuparemos hoje, é o antepenúltimo gestor dentre todos os contemplados neste trabalho de resgate histórico. Após ele seguirá a segunda eleição de Lino Martins (cujos principais feitos já os descrevemos em “fragmento anterior), vindo após os relatos da eleição e reeleição do atual mandatário municipal, Jaelson Ramalho Mata, e as suas principais realizações.

Se fizemos tal observação é porque a julgamos de interesse de todos quantos nos vem prestigiando com a sua generosa atenção (e mais que isso, nos alertando sobre omissões e falhas nossas, óbvias e involuntariamente cometidas), para nós, mais do que uma agradável companhia, um poderoso e tonificante estímulo no prosseguimento desta nossa imaginária viagem, que convertida em tempo, ultrapassa já um século de duração; nós já vislumbramos o seu ponto final.

Voltando ao ano de 2004, vamos encontrar um jovem alegre, comunicativo, esbanjando vitalidade e professando os seus propósitos e sonhos em prol da cidade, sua terra natal. A nossa referência última a seu respeito, foi do convite que fizera o então diretor da Fundação Faculdade de Agronomia Luiz Meneghel, o engenheiro agrônomo (nela graduado) Osmar Fernandes Dias, que de Bandeirantes foi catapultado por mercê dos seus méritos – ao cenário da política estadual e nacional.

Contratado – como anteriormente dito – como auxiliar a serviço da direção da FFALM, o adolescente Celso Silva iniciou suas funções, obviamente que ainda inseguro e um tanto hesitante, como todo iniciante em uma “nova tarefa”, eis que até então, e segundo ele, o seu primeiro serviço foi o de engraxar sapatos para uma considerável clientela, e cujos sapatos que cuidava, ostentavam – mesmo não sendo – o brilho de um ‘Sândallo” ou um “Scatamacchia” (segundo ele mais tarde costumava dizer). Vestindo-se com aprumo, pontual e muito expedito (e se esforçando para continuar “bom de bola”), o adolescente Celso foi se firmando junto do seu “ilustre padrinho”, que o fez acompanhar por muitos anos, em sua prodigiosa ascensão, tanto política quanto econômica (Osmar chegou, por mais de uma vez, ao Senado da República e tornou-se um grande empreendedor).

Nomeado secretário estadual da agricultura, Osmar Dias sempre manteve Celso Silva em posição de destaque na sua equipe, e com ele, outros dois “craques” de gramado”: Pedrinho (irmão de Celso) e o bandeirantense Carlinhos Bertelli, este, segundo sabemos, até hoje no comando do “staff” de Osmar. O fato é que em 2002, Celso Silva era já um sólido empresário em nossa cidade, operando no ramo de venda de açúcar cristal; e com tal, se empolgara e decidira entrar no campo político.

E foi assim que, em 2008, o grupo Usiban (de anos de oposição ao grupo José Fernandes), decidiu pelo apoio a Celso Benedito da Silva, que teve como candidato a vice-prefeito o médico Luiz Carmelo Comegno. Seus dois outros concorrentes, um foi José Fernandes da Silva, então prefeito e que concorria à reeleição, e que tinha como candidato a vice-prefeito, César Von der Osten (o Cezinha) e o outro, foi Marco Antônio Abujamra, sendo seu companheiro de chapa, o pastor Gomes.

Terminada a apuração daquele pleito, tivemos o seguinte resultado para prefeito: Celso Benedito da Silva, eleito com 10.306 votos e José Fernandes da Silva, não reeleito, com a expressiva votação de 9.483 votos; Marco Antônio Abujamra obteve a pequena votação de 84 sufrágios. É importante frisar que embora não conseguindo vencer o “grupo opositor”, José Fernandes, mesmo assim, superou em 103 votos os sufrágios que o elegeram quatro anos antes. Outra constatação que decorre do pleito de 2008 é que, se não tivesse sido dividido no pleito anterior (apoiando o doutor Paulo Miyoshi e doutor Vítor, ambos para prefeito), é muito provável que José Fernandes não teria então, sido eleito. São fatos da história.

Parque do Povo: a mais marcante obra da gestão 2009/2012 de Celso Silva (sem demérito às várias outras por ele feitas – foto obtida a partir da internet).

Passemos agora aos candidatos eleitos para a legislatura de 2005/2008, que continuaram sendo apenas nove: Claudemir Pedro (o Mi, da bicicletaria), com 568 votos; Francisco de Assis Goulart Barbosa (Chiquinho da Identidade), com 661 votos; José Fernandes da Silva Júnior (Zé Bolinha), com 989 votos; José Roque de Moraes (Rosinha), com 593 votos; Luiz César Teodoro Ribeiro (o Luizinho do Ueda), com 988 votos; Paulo Aparecido Ferreira Barbosa (Paulinho Serralheiro), com 1060 votos; Sidnei Demício (o Nei Demício), com 704 votos; Sônia Regina Zambone, com 1202 votos, e Vanderlei Ferreira da Silva, com 590 votos. Aí portanto, os nomes dos nove integrantes originários da legislatura do quadriênio 2009/2012.

Passamos agora às principais realizações das gestões Celso Silva. Se dizemos “gestões”, é porque, como veremos no caminhamento destes “fragmentos”, Celso Silva viria a ser reeleito, quando então abordaremos apenas fatos concernentes ao respectivo pleito (nome do seu companheiro de chapa, votos obtidos e composição da nova legislatura.

Mais que corresponder, o prefeito Celso Silva (como terminaria por ser chamado), excedeu as expectativas no exercício do seu duplicado mandato. Das suas muitas realizações, enumeraremos as seguintes: a) Acho que das mais marcantes – por sua interação diária com a população, é o ‘Parque do Povo”. Embora concebido e já com os primeiros passos dados na gestão de Nilton De Sordi Júnior (Juba), foi Celso Silva o responsável pela sua execução e implantação.

Se não substituindo o romantismo da nossa primeira praça, a “Marechal Deodoro”, da “Estação”, de tantas e inolvidáveis lembranças, o “Parque do Povo” trouxe de volta aqueles momentos, que nada pode substituir no imaginário da criança, quando cria “mundos de fantasia”, ao girar num balanço ao rés do chão, ou balançar nos bancos de cordas, ao empurrão da feliz mamãe ou da embevecida vovó – ou mesmo, às vezes, do desajeitado pai.

Continua.

* Walter de Oliveira, 93, articulista desta Folha, é bandeirantense, nascido em 1932

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