Prefeito Jaelson Ramalho Matta e seu Vice-Prefeito, Manoel Afonso Pirolla Vieira, ladeados pelos treze vereadores e vereadoras eleitos para a atual legislatura, presidida até 31/12/2016, pelo vereador Gustavo do Té (foto cedida pela Câmara Municipal de Bandeirantes)

Walter de Oliveira*

“Devagar se vai ao longe”, ensina um dito popular, dos mais antigos e conhecidos. E se o usamos no início desta nossa (e para nós) agradável conversa semanal, é para trazer à lembrança dos quantos nos honram com a sua companhia nesta nossa imaginária viagem, o quanto já “caminhamos” desde o distante dia que a iniciamos. E como por longa que seja, toda caminhada tem o seu termo, o da nossa está a cada dia mais próximo, eis que previsto para ser atingido no final de abril de 2026, quando, permitindo o Criador de todas as coisas, a população bandeirantense terá em mãos a edição do nosso trabalho de resgate histórico.

Tanto é fato que nos aproximamos do termo desta viagem, que será este artigo que conterá os nomes daqueles que, salvo fortuidades, gerirão os destinos do município até 31/12/208; estamos nos referindo a Jaelson Ramalho Matta, eleito prefeito pela segunda vez, seu companheiro de chapa Manoel Afonso Pirolla Vieira (Mano Vieira) e os treze edis que compõem a presente legislatura, presidida no primeiro biênio pelo professor Luiz Gustavo dos Santos (Gustavo do Té), e de cuja eleição daremos detalhes logo adiante. Por óbvio, que os registros e referências dos futuramente eleitos nossos gestores e legisladores, fá-lo-ão outros escribas; o tempo dirá.

Dando por concluída a digressão em que realçamos a lonjura do caminho que já percorremos nesta viagem e realçando os nomes eleitos no pleito de 2024, do qual logo falaremos, voltemos agora ao registro das principais obras realizadas nas duas gestões de Jaelson Ramalho Matta, com a ressalva de que, na verdade, são obras apenas da primeira, pois que da atual (em que faz dupla com Mano Vieira), ainda não transcorreu sequer uma quarta parte; e no artigo passado, fomos até a obra de “drenagem” do ribeirão Água do Caia (uma antiga reivindicação da população, e que chegou mesmo a ser objeto de judicialização), e por fim atendida na gestão de Jaelson; f) retomada e conclusão da construção da Escola Santa Terezinha (destruída pelas chamas até os escombros).

Aqui (em atenção à precisão do relato), é mister seja dito, que à ocorrência do malsinado incêndio, dado ainda na gestão Celso Silva (note-se o tempo de interdição da escola), este foi, desde logo, à busca de solução e conseguiu (segundo confiáveis informações disponíveis), junto ao FNDE (Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação), os necessários recursos para a sua reconstrução. Segundo informações, a verba foi conseguida por intermédio do deputado federal João Arruda; isso tudo já no final da segunda gestão de Celso Silva. Veio então a gestão Lino Martins, que licitou, contratou e deu início à construção, que parou, todavia, por problemas de insolvência da construtora, o que resultou em grande prejuízo, sobretudo para a população, privada daquela importante “casa de ensino”; isso, afora prejuízos financeiros, também para o erário municipal.

Tal impasse perdurou por toda a gestão Lino Martins, o qual, todavia, gestionando diligentemente junto ao FNDE (que havia cancelado os respectivos recursos), conseguiu “reverter” o cancelamento.

Isso (esse cancelamento) gastou vários anos e a nova autorização para a retomada já se deu na primeira gestão de Jaelson, que de imediato, promoveu nova licitação e reiniciou as obras, cujo custeio, quem “bancou”, temporariamente, foi o município, que foi depois reembolsado pelo FNDE. Sabemos, como incumbidos do relato, ser ele cansativo e mesmo incômodo para ser lido. Todavia, e em respeito à história e “atribuição de créditos”, não podemos nos furtar a fazê-lo. Como visto, houve um sinistro, uma reconstrução e o intermédio de danosas fortuidades. Mas todos se interessaram, agiram e a escola voltou ao seu nobre papel; g) UBS Julieta Lordani e Domingos Zambon.

A história dessas duas importantes unidades de saúde, guarda muita semelhança com a reconstrução da Escola Santa Terezinha, e pelo mesmo motivo de fidelidade em relato, teremos de ir aos respectivos fatos: Ainda na gestão de Celso Silva e por iniciativa sua, foi que o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) disponibilizou os recursos (R$1.300.000,00) que as custearam. A primeira licitação quem a fez foi Celso Silva, a qual, por uma falha no projeto, não prosperou; foi anulada. A seguir (2017/18, já na gestão Lino Martins), procedeu-se a nova licitação, a qual, por uma nova falha, foi “julgada deserta” (não iniciou a construção no devido tempo e/ou outra causa), e o município teve que devolver o dinheiro ao BID, para o que a Câmara Municipal teve que dar autorização legislativa. Contudo, e por iniciativa do próprio gestor bandeirantense – e graças à ajuda do deputado estadual de saúde, Beto Preto – o BID voltou atrás e devolveu os recursos.

Era já a primeira gestão de Jaelson Ramalho Matta, que atento e expedito, refez o necessário processamento (licitação, contratação, doação de contrapartida), e acompanhou toda a construção das obras, cabendo-lhe a honra de inaugurá-las; h) Investimento em mobiliários para escolas e Cmeis; i) Reforma da Escola Moacyr Castanho; j) Muro de Gabião no “Campo do Tozinho”, na Vila São Geraldo; k) Reforma (em andamento) do Terminal Rodoviário; l) Centro Municipal de Fisioterapia. Uma obra de extrema utilidade para a saúde da população, esse centro veio a “criar vida” por iniciativa da vereadora Sônia Zambon, que inclusive, destinou no respectivo exercício a totalidade da verba a que tinha direito, a qual não sendo suficiente, foi complementada por emenda orçamentária do estado, destinada pelo deputado Luiz Cláudio Romanelli.

O prédio que abrigará esse centro será construído nas imediações do terminal rodoviário, com frente para a Rua São Paulo; m) Perfuração do Poço Artesiano da Zona Sul (Crispy); n) Reformas em vários Cmeis e do prédio do Chinelão; o) Programa REURB, com a regularização de 217 matrículas de imóveis a Vila São Pedro. Estas, algumas das principais obras já realizadas nas gestões de Jaelson Ramalho Matta (como dito, na sua primeira gestão); p) Parque Industrial: construção (projetada) da sua infraestrutura (arruamento, iluminação, redes de água e esgoto e de galerias de água pluvial), para o que já há recursos financeiros disponíveis de 10 milhões de reais, segundo informações do vice-prefeito Mano Vieira. A verba foi fruto de emenda parlamentar do deputado federal Fernando Giacobo; e q) Construção de 300 casas populares no Conjunto Residencial dos Anjos, entre os conjuntos Castanho e João Teodoro. Esta, segundo Mano Vieira, uma obra também ainda a ser feita, mas já confirmada.

Passamos agora à listagem dos eleitos no pleito de 2024, que reelegeu o prefeito Jaelson Ramalho Matta, e elegeu Manoel Afonso Pirolla Vieira, vice-prefeito, e os vereadores integrantes da presente legislatura. Votação Majoritária: Jaelson Ramalho Matta (vice, Mano Vieira) – 8.365 votos; José Fernandes da Silva Jr. (vice, Val da Horeb) – 7.192 votos; Valquíria Martins (vice, Marquinhos da Lalupp) – 1.095 votos; Nei Demício (vice, Renata Abdalla) – 803 votos.

Vereadores: Marquinhos Assistente Social, 615 votos; Denise Capi, 621 votos; Tiago Pobreza, 615 votos; Dr. Castro, 606 votos; Sônia Zamboni, 514 votos; Robertinho Trindade, 508 votos; Sandro Sartório, 487 votos; Vinícius Palugan, 472 votos; Flávia Silva, 457 votos; Mineirinho, 444 votos; Gustavo do Té, 406 votos; Carlão Demício, 378 votos e Humberto Santos, 313 votos.

Continua.

* Walter de Oliveira, 93, articulista desta Folha, é bandeirantense, nascido em 1932

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