Associação Anjo Azul em parceria com a equipe da Equoterapia realizou mobilização para alertar sobre o ‘Dia Mundial de Conscientização do Autismo’
O dia 02 de abril é marcado pelo ‘Dia Mundial de Conscientização do Autismo’. Num movimento de alerta a esta data, tão importante para as pessoas que estão dentro do espectro autista quanto para os familiares, integrantes da Associação Anjo Azul, de Bandeirantes, realizaram no sábado (01) evento com a entrega de panfletos informativos que explicam sobre a condição e que, segundo estudos recentes, acomete 1 cada 36 crianças nascidas atualmente.
A presidente da Associação Anjo Azul, Sandra da Rosa Alves, falou com a equipe de reportagem do jornal Folha do Norte, e esclareceu que o ‘Dia Mundial de Conscientização do Autismo’ é uma conquista importante porque as pessoas dentro do espectro passaram a ser notadas. “Nós percebemos que todos os anos tem mudanças, as pessoas passaram a nos enxergar. Também observamos que as pessoas estão aumentando, não digo em casos de diagnósticos, mas sim de pessoas que aderiram a causa”, explicou e reforçou ainda sobre a ideia errônea de que as conquistas para os autistas são privilégios. “Há pessoas que acham que são privilégios, alguns nos questionam sobre a fila preferencial, ou os mediadores nas escolas. Mas isso não é privilégio, é lei. E o que queremos é que se faça valer a lei. Claro que todas as mães preferem que os filhos consigam enfrentar uma fila sem entrar em crise, ou então, ficar sem mediadora nas escolas. Contudo, na nossa realidade, isso não é possível. Precisamos desses amparos, e que nunca serão privilégios”, ressaltou Sandra.
Para a presidente da Associação, é importante que as pessoas respeitem os que vivem dentro do espectro autista. “Como o autismo não tem ‘cara’, as pessoas não respeitam as diferenças, não acreditam que eles tenham dificuldades para socializar, ou que são sensíveis a barulhos; precisamos fazer valer todos os nossos direitos. Só pedimos isso, que todos sejam respeitados”.

AUTISMO – O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um distúrbio do neurodesenvolvimento caracterizado por desenvolvimento atípico, manifestações comportamentais, déficits na comunicação e na interação social, padrões de comportamentos repetitivos e estereotipados, podendo apresentar um repertório restrito de interesses e atividades.
Sinais de alerta no neurodesenvolvimento da criança podem ser percebidos nos primeiros meses de vida, sendo o diagnóstico estabelecido por volta dos 2 a 3 anos de idade. A prevalência é maior no sexo masculino.
A identificação de atrasos no desenvolvimento, o diagnóstico oportuno de TEA e encaminhamento para intervenções comportamentais e apoio educacional na idade mais precoce possível, pode levar a melhores resultados a longo prazo, considerando a neuroplasticidade cerebral. Ressalta-se que o tratamento oportuno com estimulação precoce deve ser preconizado em qualquer caso de suspeita de TEA ou desenvolvimento atípico da criança, independentemente de confirmação diagnóstica. A etiologia do transtorno do espectro autista ainda permanece desconhecida. (Redação / Assessoria).




