O deputado Luiz Cláudio Romanelli (PSD), presidente da Comissão de Orçamento da Assembleia Legislativa, disse nesta quarta-feira, 24, que os investimentos estaduais nas cidades paranaenses deram um salto de 38% entre os anos de 2023 e 2026 – período do segundo governo Ratinho Júnior. “Vamos receber o projeto de lei da LOA com a previsão orçamentária de R$ 71,6 bilhões para 2026 e um volume de investimentos próprios que superam R$ 7,1 bilhões. Nos dois casos, recordes históricos”, disse.
Em 2023, o orçamento do estadual ficou na casa dos R$ 60,5 bilhões e para 2026, a proposta de lei orçamentária será estimada em R$ 81,6 bilhões – um aumento de 26%. No caso dos investimentos próprios, de R$ 4,4 bilhões (em 2023) para R$ 7,1 bilhões (2026) – um aumento de 38%. “São recursos investidos em obras equipamentos nas 399 cidades do Paraná. Em quatro anos, vamos chegar perto dos R$ 24,5 bilhões”, destacou Romanelli.
Assim que receber a PLOA, Romanelli vai reunir os deputados da Comissão de Orçamento e definir o prazo para apresentação de emendas e se neste ano, a comissão vai receber as sugestões pelos canais de comunicação da Assembleia Legislativa ou será fará audiências e reuniões públicas para o debate do orçamento de 2026. A proposta deverá ser votada até a última sessão legislativa do ano, o que deve ocorrer até o mês de dezembro.
“Devemos abrir prazos e divulgar mecanismos eletrônicos para que a população possa apresentar sugestões, propostas e emendas e também realizar uma audiência pública para debater o orçamento de 2026. Mas esta é uma decisão de todo colegiado da comissão”, completou Romanelli.
COMISSÃO – Uma deputada e seis deputados integram a Comissão de Orçamento: Cristina Silvestri (PP), Romanelli (presidente), Evandro Araújo (PSD), Fábio Oliveira (Podemos), Luiz Fernando Guerra (UB), Professor Lemos (PT) e Ricardo Arruda (PL) – vice-presidente. Os suplentes são: Adão Litro (PSD), Jairo Tamura (PL), Anibelli Neto (MDB), Hussein Bakri (PSD), Denian Couto (Podemos), Ney Leprevost (UB) e Arilson Chiorato (PT).
Segundo o secretário Norberto Ortigara (Fazenda), o orçamento e os investimentos próprios em 2026 são, respectivamente, 4% e 11% maiores do que o ano de 2025. Para a educação, são mais de R$ 18,9 bilhões, incluindo os R$ 8,3 bilhões do Fundeb. Já a Saúde tem um total previsto de R$ 10 bilhões, valor 7% superior aos R$ 9,3 bilhões de 2025.
O maior crescimento ficou para transporte e urbanismo que, somadas, totalizam R$ 4,1 bilhões. O valor é 34% superior aos R$ 3,1 bilhões da LOA 2025. Outro ponto está no crescimento de 23% nas receitas patrimoniais. São rendimentos obtidos pela exploração e aplicação de bens do Estado, como imóveis, além de juros sobre investimentos financeiros e dividendos em participação em empresas. E essas fontes devem crescer na casa de R$ 1,1 bilhão no próximo ano, conforme prevê a PLOA.




