“Sem apelar para o clichê, vivemos dias estranhos, que fogem ao nosso “normal” e que atingem em cheio os mais íntimos dos nossos pensamentos e trazem uma completa insegurança. Como um anticorpo mais do que especial, nossa cabeça responde nos levando para momentos de conforto, trazendo memórias e lembranças de aconchego. Escrever sobre o Kumon é um desses momentos.
Poucos dias após a nossa querida e mais do que especial mãe Sissi me perguntar se eu poderia
gravar um vídeo ou escrever um texto de lembranças para comemorar os 30 anos do KUMON, a perda de uma outra mãe, não só minha, mas também de muitos, nos pegou de surpresa. Assim, é impossível voltar 30 anos no tempo e não se lembrar da CIDA VALÉRIO que, assim como meus pais, como a própria Sissi, fazem parte dessa história.
Impossível também não lembrar do Dudu Sérgio, do Bruno, da Grazie, do Nathan, do Wladimir, da Tetê, da Vinis, do Jehto, do Lincoln, da Josi, do Rica, do Kito, do Neto, da Simone, da Paulinha e de tantos outros que fizeram e ainda fazem parte da história do KUMON de Bandeirantes nesses mais de 30 anos.
Muitas das várias histórias dessa época já se perderam na minha chata memória de adulto, mas como não lembrar da minha belíssima e desbotada bicicleta laranja que me levava para o Kumon; ou então um dos meus primeiros contatos com um computador com um jogo de xadrez. Me lembro também de chegar cedo no Kumon, logo após o almoço e, por causa disso, meu pai dizer que eu era um aluno adiantado, apensar de também estar adiantado em relação à escola. Foram várias festas, encontros, excursões, que eu não me sentiria injusto em dizer que a minha história se confunde com a história do Kumon.
Ainda sem apelar para o clichê, sou um privilegiado. Não apenas por ser um aluno concluinte da matemática, tampouco por ter vivido mais de 11 anos entre bloquinhos e números que pouco são usados na minha vida profissional hoje em dia, mas por ter vivido 11 anos da minha vida ao lado de pessoas especiais que se dedicaram e fizeram o possível e o impossível para que eu insistisse, permanecesse, perseverasse e jamais desistisse. E olha que não foram poucas as vezes em que eu quis desistir, mesmo ao lado de pessoas tão queridas. Mas insisti, briguei, chorei, sofri, decepcionei e fui decepcionado, mas também me orgulhei e enchi de orgulho muitas pessoas e… finalmente…. espera… espera…. ainda não… espera…. ainda não… agora sim…. finalmente eu venci, UFA!!
Mas, mais do que concluir o curso, eu me tornei uma pessoa melhor. E me orgulho disso.
Apesar de hoje estar formado em direito e exercer a profissão de advogado, graças ao Kumon tenho um raciocínio rápido, uma boa lógica, sou perseverante, perspicaz e me comporto muito bem diante dos problemas, que, apesar de não serem com números, são muitos na vida profissional e de adulto.
Hoje tenho 36 anos, poucos a mais do que o Kumon de Bandeirantes e, logo no início, fiz parte desta história. Foram inconfundíveis e inesquecíveis 11 bons anos, dos 6 aos 17 de idade, aprendendo, brincando, vivendo e quem sabe ensinando, ao lado de pessoas mais do que especiais.
Agora no mais sincero clichê: Amo muito tudo isso!!
Sou grato por tudo. Sou muito grato por você, Sissi.
Parabéns Kumon. Parabéns Sissi. Parabéns a todos que fizeram e fazem parte desta história”




