RACISMO
O MPPR (Ministério Público do Paraná), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Cornélio Procópio, ofereceu na sexta-feira (04) passada denúncia criminal contra um homem pelo crime de racismo. O fato ocorreu em 18 de julho deste ano, quando o denunciado, ao chegar com seu veículo em um posto de combustíveis na PR-160, em Cornélio Procópio, se recusou a ser atendido por uma funcionária negra.
De acordo com a apuração do MPPR, que contou com análise de imagens de câmeras de segurança do local, o homem teria dito: “Eu não vou nessa bomba, vou na outra porque sou racista” – fala que foi, inclusive, reiterada. O autor do crime somente deixou o estabelecimento após ser atendido por outra funcionária (que não era negra).
O crime de racismo está tipificado na Lei 7.716/1989 e tem pena prevista de um a três anos de detenção, além do pagamento de multa. (Autos nº. 3943-75.2020.8.16.0075).
TRÁFICO DE DROGAS – A Justiça da Vara Criminal de Cornélio Procópio condenou na semana passada 11 pessoas denunciadas pelo MPPR pela prática dos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, entre outros delitos relacionados ao narcotráfico. As penas aplicadas aos réus variam de 3 a 16 anos de reclusão. A sentença decorre de denúncia oferecida pelo MPPR, a partir da 2ª Promotoria de Justiça da comarca, no âmbito de investigações da Operação Moulari, iniciadas em maio de 2019 e voltadas à desarticulação de associações criminosas que gerenciavam atividades do narcotráfico em Cornélio Procópio e viabilizavam o ingresso de telefones celulares na cadeia pública local. Parte dos condenados agia a partir do interior da unidade prisional, enquanto outros eram responsáveis pelo transporte da droga e por sua comercialização aos usuários do município.
A dinâmica das associações criminosas foi apurada em diligências de campo e interceptações telefônicas. (Autos nº 0011240-70.2019.8.16.0075). (Da assessoria)




