Relatório diário de ocorrências do 18° BPM de Cornélio Procópio tem como registro, neste final de semana, mais dois casos recentes de violência contra a mulher, o que acendem alerta para a persistência e gravidade desse tipo de crime, que pode chegar ao extremo para o feminicídio.
Os incidentes, ocorridos nos dias 12 e 13 de julho, respectivamente, em Santo Antônio do Paraíso e Bandeirantes, expõem a brutalidade das agressões e o medo vivenciado pelas vítimas.
Em Santo Antônio do Paraíso, uma mulher em estado de choque e chorando, abordou uma equipe policial, e passou a relatar sobre ter sido agredida pelo namorado com um cabo de celular, que deixou marca visível em suas costas. Além da agressão física, o veículo da vítima foi completamente danificado pelo agressor, que se cortou ao quebrar os vidros. O namorado, de 26 anos, foi localizado em uma festa de rodeio com manchas de sangue na camiseta. Após resistir à prisão, foi necessário o uso de força moderada para contê-lo e algemá-lo, sendo ambos encaminhados para atendimento médico e, posteriormente, à Delegacia de Polícia Civil.

Já em Bandeirantes, a polícia foi acionada para atender a uma ocorrência de violência doméstica. A solicitante, que tem uma filha com o agressor, relatou que o namorado chegou em casa exigindo seu celular para fazer apostas online, prática na qual já teria perdido R$ 800. Segundo a vítima, quando ele perde nos jogos de azar, passa a descontar sua raiva nela, sendo que esta não é a primeira vez que ocorre agressão e que, por medo, não o denunciava. Ao recusar entregar o aparelho celular, a vítima foi jogada no chão e teve seu pescoço pisado. Após conseguir se levantar, o agressor pegou uma faca, momento em que a vítima começou a gritar por socorro. A irmã da mulher chegou e o namorado fugiu correndo. Apesar do patrulhamento, o agressor não foi localizado e a vítima foi orientada sobre os procedimentos cabíveis.
Esses casos, que chegam ao conhecimento público por meio dos registros policiais, são apenas uma pequena parcela da violência que muitas mulheres enfrentam diariamente. Eles reforçam a necessidade urgente de combater a violência de gênero, oferecer suporte às vítimas e garantir que os agressores sejam responsabilizados por seus atos.




