A Associação Núbia Rafaela Nogueira, organização de defesa dos direitos humanos e da comunidade LGBTQIA+ sediada em Jacarezinho, manifestou repúdio a um grave caso de violência sexual ocorrido em Cambará, Norte Pioneiro, no dia 4 de setembro de 2025. Em nota oficial, a entidade denuncia que uma mulher casada e homossexual foi abusada sexualmente por dois homens dentro do banheiro de uma lanchonete, enquanto estava em situação de vulnerabilidade.

O caso, que foi registrado em boletim de ocorrência e enquadrado como estupro de vulnerável pelo Código Penal, é cercado por denúncias de omissão de socorro e suposta impunidade. A ONG afirma que os suspeitos pertencem a famílias da alta sociedade local e, mesmo com a existência de filmagens que teriam gravado o ato, permanecem em liberdade.


HOMOFOBIA E JUSTIÇA – A nota da Associação Núbia Rafaela Nogueira ressalta o caráter discriminatório e homofóbico do crime. Segundo a entidade, os agressores tinham conhecimento tanto da orientação sexual da vítima quanto de sua condição de vulnerabilidade, o que agravaria a natureza da violência. Além disso, a entidade menciona a possível omissão de socorro por parte de outras pessoas presentes no local.
Para a organização, a falta de resposta imediata da Justiça no caso está gerando uma sensação de impunidade e descrença no sistema. “É inaceitável que, diante de tantas evidências, a Justiça permaneça calada”, afirma o documento.

A nota, assinada pelo diretor-presidente Diego Souza da Silva e pelos advogados Michel de Souza e Valentina Helena de Andrade Toneti, exige celeridade e rigor na apuração. A Associação defende a responsabilização imediata dos agressores e a garantia dos direitos fundamentais da vítima, destacando que o crime atenta contra os direitos humanos, a dignidade das mulheres e da população LGBTQIAPN+.


A entidade encerra sua manifestação com um apelo direto às autoridades: “Estupro é crime. Homofobia é crime. Omissão de socorro é crime. E exigimos justiça”.
Além da emissão da nota de repúdio, o diretor-presidente da Associação, Diego Souza da Silva, gravou vídeo e publicou nas redes sociais a indignação sobre o andamento das investigações e a situação dos suspeitos. Ele cita que a mesma denúncia da ONG já foi encaminhada para o Conselho Estadual da Mulher e Conselho Estadual dos Direitos Humanos.

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