Criado pela Canadian Women’s Foundation em abril de 2020, o Sinal de Ajuda (Signal for Help) consolidou-se como um recurso vital para vítimas de violência doméstica. Desenvolvido inicialmente como resposta ao aumento de casos e ao isolamento social durante a pandemia de COVID-19, o gesto permite que mulheres em situação de risco peçam auxílio de forma discreta, sem gerar registros sonoros ou digitais que possam alertar o agressor.
A execução do sinal consiste em um movimento contínuo de três etapas: primeiro, a vítima posiciona a palma da mão aberta em direção ao observador; em seguida, dobra o polegar para dentro da palma; e, por fim, fecha os demais dedos sobre o polegar, formando um punho. Essa linguagem visual foi projetada para ser utilizada em diversas situações, como chamadas de vídeo, frestas de portas ou através de janelas.
A eficácia da medida reside na conscientização coletiva. Ao transformar observadores em aliados, o sinal amplia a rede de proteção e possibilita a intervenção antes que episódios de violência evoluam para o feminicídio. No Brasil, autoridades recomendam que, ao identificar o gesto, o cidadão mantenha a calma e não confronte o agressor diretamente para evitar represálias à vítima.
A orientação é que o observador acione imediatamente a Polícia Militar (190) ou a Central de Atendimento à Mulher (180), fornecendo a localização exata e as características dos envolvidos. Se houver oportunidade de diálogo seguro, devem ser feitas apenas perguntas de resposta fechada (“sim” ou “não”) para colher informações adicionais sem expor a mulher em perigo.




