O projeto “Universidade na Comunidade”, promovido pela Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), através da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC), realizou no último dia 26 uma ação de campo na Terra Indígena de Laranjinha, em Santa Amélia. Com atividades que atendam a necessidade local, o projeto busca interagir com a comunidade através de ações de extensão e está vinculado a encomenda governamental nº 05/2024, da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, através do Programa de Fomento à Extensão Universitária.
A coordenadora das atividades, professora Mariza Fordellone Rosa Cruz, destaca que o projeto tem o objetivo de levar o conhecimento agregado no pilar da extensão universitária, de forma multidisciplinar interagindo com a comunidade em diferentes atividades. “Desenvolvemos ações nas áreas de Saúde, Educação, Direitos Humanos e Justiça, Cultura, Tecnologia e Produção, Trabalho, Meio Ambiente e Comunicação, tudo de acordo com a demanda da comunidade que está recebendo o projeto”, partilha.
Em Laranjinha, participaram estudantes da UENP dos cursos de Enfermagem, Medicina Veterinária, Agronomia, Ciência da Computação, Odontologia e Ciências Biológicas, atendendo um grupo de 15 crianças, 18 jovens e 40 pessoas da comunidade da aldeia.
Foram realizadas oficinas de conscientização sobre prevenção ao suicídio; hiperdia – pressão e glicemia; saúde bucal; saúde da mulher e do homem; agricultura familiar e meio ambiente; introdução ao metaverso; uso de inteligência artificial; cuidado e manejo de animais; empreendedorismo e gincana para as crianças.
Para abordar os temas em relação a saúde mental e prevenção ao suicídio, o projeto contou com a parceria do Núcleo de Apoio e Assistência Estudantil (NAE) da UENP, através da psicóloga Maria Clara Valente, que realizou uma roda de conversa com a comunidade. De acordo com a psicóloga, realizar uma ação voltada à saúde mental em uma terra indígena significa ir além da clínica individual, direcionando o olhar para o coletivo e para o território ali constituído. “A atividade buscou valorizar os saberes tradicionais e as práticas de cuidado locais, respeitando as especificidades culturais, sociais, históricas e espirituais da comunidade.
A roda de conversa teve como objetivo abordar a prevenção do suicídio, a identificação de sinais de alerta em saúde mental e a orientação sobre o acesso à rede de apoio psicológico e psiquiátrico na saúde. Além disso, foi um espaço de escuta, acolhimento e reflexão sobre o cuidado de si, do outro e da coletividade. Nesse contexto, promover ações que extrapolam os muros da universidade é um passo essencial para democratizar o acesso à saúde mental”, comentou Maria Clara.
“Foi uma atividade muito produtiva e importante para a comunidade. Trabalhamos em diferentes áreas, para diferentes públicos, os estudantes puderam colocar em prática conhecimentos adquiridos em aula e também receber muito conhecimento da comunidade”, concluiu Mariza.
Até o final do ano, o projeto ainda realizará ações na aldeia indígena de Laranjinha (17 de outubro), em Santa Mariana (31 de outubro), em São José da Boa Vista (7 de novembro), em Itambaracá (28 de novembro) e em Barra do Jacaré (5 de dezembro).




