Neide Portugal tem seus trabalhos publicados na 66ª edição da Revista Brasil Nikkei Bungaku

A haicaista bandeirantense Neide Rocha Portugal está na edição da 66ª da Revista Brasil Nikkei Bungaku, publicação produzida quadrimestral, impressa, em japonês e português, editada pela Associação Cultural e Literária Nikkei Bungaku do Brasil/ANBLA.

Para ter a obra divulgada na revista é necessário passar por um seletiva. Participantes do Brasil e também do exterior enviam seus trabalhos aos editores responsáveis. Cada autor pode participar nas modalidades poesia, haicai, crônica ou conto, tendo que respeitar os limites descritos e exigidos para cada categoria.

Neide Portugal, teve cinco (5) haicais e dois (2) tankas selecionados.
Seguem os haicais que estão nas páginas da Revista:

Abelha no chão -/dois dedinhos inocentes/pinçam o inseto
Filhotes de gato/a demanchar meu crochê/por favor, não cresçam

Queimada escondida-/traído pela fumaça/vizinho se arranca
Chacoalho a toalha/para os ninhos de pardais/não há pão que chegue
Quero ver se brota/a Susana-de-olhos-negros-/o canil vazio

Seguem os tankas que estão nas páginas da Revista:

Sábia lucidez!/Súbito desligamento/não é ‘Mal de Alzheimer’./Memória quer esquecer/humilhação e abandono.
De uma vida toda…/Mais tristezas que alegrias./Entre as muitas marcas/Nem os olhos mais são verdes/na corredeira das lágrimas.

O HAICAI – Haicai é um poema de origem japonesa, que chegou ao Brasil no início do século 20 e hoje conta com muitos praticantes e estudiosos brasileiros. O haicai obedece quatro regras: consiste em 17 sílabas japonesas, divididas em três versos de 5, 7 e 5 sílabas; contém alguma referência à natureza (diferente da natureza humana); refere-se a um evento particular (ou seja, não é uma generalização); e apresenta tal evento como “acontecendo agora”, e não no passado.

O TANKA – A estrutura do tanka tem formação de 31 sílabas, contendo poema de cinco versos: 5-7-5-7-7 e divide-se em duas estrofes: a primeira formada por 5-7-5 sílabas, chamada de kami no ku (“primeiro verso”) e a segunda, com 7-7 sílabas, chamada de shimo no ku (“último verso”). Esta forma poética foi muito utilizada entre os séculos VI e VIII, no Japão, e seu conteúdo constitui-se em estilo clássico de poesia japonesa, uma forma popular de poema de amor em que ao longo de séculos foi, também, veículo para expressar interdependência com a natureza, vinculando-se com a experiência de vida do poeta. Do tanka, originou-se o haicai.

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