Criação do Grupo de Reflexão para Autores de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher

Da redação com assessoria

O MPPR (Ministério Público do Paraná), através da Promotoria de Justiça local, e a Prefeitura de Carlópolis, por meio da Secretaria de Ação Social do Município, firmaram convênio para a criação de em Grupo de Reflexão para Autores de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Como o próprio nome indica, esses grupos, que existem em diversas cidades paranaenses, são voltados aos autores de violência doméstica contra a mulher e têm apresentado excelentes resultados na prevenção à reincidência.

No documento de apresentação do projeto, o MPPR explica que o autor da “violência doméstica e familiar contra a mulher paga impostos, não destoa dos membros de sua comunidade e tampouco demonstra socialmente a violência, não sendo agressivo com amigos ou colegas de trabalho. Geralmente, o agressor possui o perfil do homem ‘comum’ e pratica a violência contra a mulher por uma questão de repetição de padrões anteriormente aprendidos, vivenciados e internalizados ao longo da sua vida. Assim, o grupo de reflexão para autores de violência doméstica e familiar contra a mulher propõe justamente o rompimento de ‘padrões’ anteriormente internalizados pelo agressor, inibindo o ciclo de reincidência e rompendo o ciclo de violência estabelecido”.

Como já acontece em outras localidades, o grupo funcionará com uma equipe multidisciplinar que promoverá encontros com os autores de violência. O grupo reflexivo “busca, por meio de orientação e acompanhamento, coibir, prevenir e reduzir a incidência ou reincidência da violência doméstica contra mulheres. Busca-se, ao final dos encontros, ‘desnaturalizar’ a violência internalizada nos padrões de convivência do agressor”, explica a Promotoria de Justiça.

A participação no grupo de reflexão pode ser voluntária ou determinada por medida judicial aos autores de agressões, com participação obrigatória.

EXEMPLOS – Em Campina da Lagoa, o trabalho começou no início de 2018. O promotor de Justiça Thimotie de Aragon Heemann conta que já foram atendidos quase 70 homens agressores, sem qualquer reincidência. Cada um dos três municípios da comarca (além da sede, Altamira do Paraná e Nova Cantu) conta com um núcleo do projeto, chamado de Conviver – Grupo de Reflexão para Autores de Violência Doméstica contra a Mulher. O projeto é feito em convênio com a Secretaria Municipal de Assistência Social. Em outras comarcas, há convênios também com faculdades ou com o próprio Judiciário – o trabalho caracteriza-se por ser multidisciplinar e envolver diferentes instituições.

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