Cães possuem cerca de 300 milhões de receptores olfativos no nariz

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Cães treinados chegam a uma precisão de 98% de acerto

Não é de hoje que o melhor amigo do homem vem sendo alvo de pesquisas e utilização em diagnósticos de doenças por uma característica singular: seu focinho. Os cães possuem cerca de 300 milhões de receptores olfativos no nariz. Os humanos possuem “apenas” cinco milhões. Esta particularidade já os fez destaque em localização de pessoas e em operações contra drogas e há alguns anos muitos vêm sendo treinados para diagnosticar doenças. E a precisão chega a quase 100%.

A Fundação In Situ, na Califórnia, Estados Unidos, tem se dedicado há mais de uma década em um estudo e treinamento de cinco cães para a detecção de câncer em humanos em estágios iniciais. A fundação chegou a criar um protocolo de treinamento dos caninos para esta finalidade. No site da instituição, a médica Dina Zaphiris explica que uma ressonância magnética pode mostrar um nódulo, mas não dizer se é cancerígeno. Já os cães apontam se é ou não e ainda com uma precisão de acerto de 98%. Mais de 50 cães já foram treinados desde a criação da fundação em 2004 e hoje Stewie, Leo, Linus, Alfie e Charlie se encarregam de analisar amostras de sangue para identificarem cânceres de tórax superior, pulmão, mama, ovário, bexiga e próstata

Os diversos benefícios que os cães podem trazer aos humanos, conforme uma reportagem publicada pelo periódico americano Men´s Journal começararam a ganhar espaço em estudos e pesquisas na década de 70. Foi na década de 80 que a médica Erika Friedmann publicou um estudo de referência que descobriu que as taxas de sobrevivência de um ano de pacientes com ataque cardíaco eram significativamente mais altas para donos de animais, por uma constelação de razões, incluindo um calmante efeito que reduz a pressão arterial, aumenta o apoio social e os benefícios cardiovasculares de passear com cães.

Nas três décadas desde então, as vantagens que os cães podem oferecer tornaram-se mais claras. Além de ajudar os cegos, algo que os cães de serviço fazem há décadas, agora eles podem ser treinados para ajudar pessoas com deficiências de mobilidade e equilíbrio, ou dificuldade em usar as mãos e os braços, abrindo portas, fechando armários e servindo como suportes de equilíbrio. Mostrando uma sensibilidade até mesmo às menores mudanças comportamentais humanas, cães treinados podem sentir quando pessoas com diabetes, convulsões epiléticas e desmaios relacionados ao coração estão prestes a ter um episódio e avisá-los. Os cães de companhia também são usados como um agente calmante para quem sofre de enxaqueca e para ajudar pacientes com autismo e demência a manter o foco.

Pesquisadores apontam que existem respostas fisiológicas reais que os humanos exibem na presença e interação com cães. A principal delas é uma resposta neurológica potente: uma supressão do hormônio do estresse cortisol e um aumento de endorfinas (que diminui sentimentos de estresse e dor), serotonina (que atenua a depressão), prolactina (que induz sentimentos de nutrição) e, mais significativamente, a oxitocina (o hormônio do “amor” ). O tempo de qualidade com os cães também reduz a pressão arterial e a frequência cardíaca e promove uma sensação mais profunda de atenção plena.

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