Franciscologia

Paz e Bem, meu amigo e irmão, vamos falar sobre o bem-aventurado Francisco.

Segunda Vida, de Tomás de Celano.

Como queria que os detratores fossem punidos.

“Duas velas ardiam a seus pés e junto da cabeça, iluminando admiravelmente a cela”. “Deixaram-no em paz para não perturbar sua unção, ‘para não acordar a esposa enquanto ela não quisesse’. Os frades ficaram espiando pelos buracos da cela, ‘ficando atrás da parede e olhando pela fechadura. Enquanto ‘os amigos auscultavam aquela que morava nos jardins’, a luz desapareceu de repente e o frade voltou a si. Levantou-se depressa, foi à mesa e deu sua desculpa por causa do atraso”. “Isso aconteceu em nossa terra”, disse o espanhol.

São Francisco não se agüentava de alegria, inebriado com esse perfume de seus filhos. Levantou-se imediatamente para louvar e, como se sua única glória fosse essa de ouvir coisas boas sobre os frades, falou da plenitude de seu coração: “Dou-vos graças, Senhor, que sois o santificador e o guia dos pobres, que me alegrastes por esta notícia a respeito de meus irmãos! Eu vos peço que abençoeis com a maior bênção aqueles frades e que santifiqueis com um dom especial todos os que valorizam sua profissão de Fé, pelos bons exemplos!” Embora tenhamos visto até agora como a caridade do santo se alegrava com os sucessos de seus amados irmãos, sabemos que não deixou de corrigir com energia os que, nos eremitérios, não viviam de acordo.

Porque há muitos que transformam o lugar da contemplação em lugar de ociosidade, fazendo do modo de vida eremítico, inventado para aperfeiçoar as almas, uma sentina de seus maus desejos. A lei para os se retiram, de nosso tempo é cada um viver como quer. Isso não vale para todos: sabemos que há santos que vivem na carne observando as melhores leis nos eremitérios. Sabemos também que os pais que nos precederam foram flores da solidão. Oxalá não decaiam os eremitas de nosso tempo daquela primitiva beleza, cujo merecido louvor permanece para sempre! Aconselhando todos a serem caridosos, São Francisco também mandava que demonstrassem afabilidade e um tratamento familiar: “Quero que meus frades mostrem que são filhos da mesma mãe.

Que cada, um dê, com liberalidade ao outro o hábito, o cordão, qualquer coisa que ele pedir. “Ponham em comum os livros e tudo que possam desejar, insistindo até com os outros a que tomem o que precisam”. E era sempre o primeiro a fazer tudo isso, para que também nessas coisas não viesse a dizer o que já não tivesse sido realizado nele mesmo por Cristo. Aconteceu que dois frades franceses, homens de grande santidade, encontraram-se com São Francisco. Tiveram uma alegria enorme, duplicada pelo fato de se terem esforçado para isso havia muito tempo.

Depois de uma carinhosa acolhida e de uma agradável conversação, sua ardente devoção os levou a pedir a São Francisco que lhes desse a túnica. O santo tirou-há na mesma hora, ficando seminu, e lhe entregou piedosamente. Recebeu em troca uma outra mais pobre de um deles, e a vestiu. …

Para louvor de Nosso Senhor Jesus Cristo Amém. (Continua na próxima edição – Programa

Francisco Instrumento da Paz). Paz e Bem.

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