(Redação com informações Portal Curiúva) – Uma operação conjunta realizada na manhã desta terça-feira (30) resultou na prisão preventiva de um jovem de 21 anos no município de Teolândia, no interior da Bahia. A ação integrada reuniu a Polícia Civil do Paraná (PCPR), por meio da Delegacia de Arapoti e o Grupo de Apoio Tático com Cães (GATTI) da Polícia Civil da Bahia (PCBA). O rapaz é investigado sob a acusação de coordenar uma rede cibernética de exploração sexual infantil em série, que fez vítimas no Paraná e em diversos outros estados do país.

As investigações, lideradas pelo delegado titular da cidade de Arapoti (distante a 182 km de Bandeirantes), Dr. Thiago Pinheiro, começaram no final de outubro de 2025. O esquema criminoso começou a ser desmantelado após uma moradora flagrar a filha de 10 anos acordada de madrugada com a lanterna do celular acesa. Ao vistoriar o aparelho da criança, a mãe encontrou mensagens de aliciamento vindas de um perfil na rede social Instagram. A partir daí, as diligências policiais apuraram que o contato inicial entre o suspeito e a menina havia ocorrido dentro do jogo online Roblox. Segundo o relatório da Polícia Civil, o investigado atuava como um predador em série no ambiente digital e utilizava plataformas populares entre o público infantojuvenil, como os jogos Roblox e Free Fire, além do Facebook e do Instagram, para identificar e monitorar as vítimas, majoritariamente, meninas por volta de 12 anos.

O suspeito praticava a conduta conhecida como grooming (aliciamento digital) em três etapas principais. Primeiro, ele assumia uma falsa identidade, alegando ter entre 13 e 15 anos para que as crianças se sentissem seguras com a suposta proximidade de idade. Após conquistar a confiança delas por meio de manipulação psicológica, passava a exigir o envio de fotos de roupa íntima. Por fim, na fase de exposição e coação, enviava imagens da própria genitália e ordenava explicitamente que as mensagens fossem apagadas para evitar que os pais descobrissem o crime.

O setor de inteligência da polícia paranaense apontou que o jovem se aproveitava do anonimato e da ausência de barreiras geográficas da internet para fazer vítimas em série. O inquérito policial já identificou o envolvimento de outras menores assediadas, sendo que algumas delas foram induzidas a produzir vídeos de sexo explícito que eram posteriormente armazenados pelo suspeito.
A prisão no estado baiano ocorreu de forma pacífica na residência do investigado. No local, os agentes apreenderam um aparelho celular, dois pendrives e um console PlayStation 4 (PS4). Todo o material foi lacrado e encaminhado para a perícia técnica com o objetivo de extrair provas robustas para o processo judicial, mapear a extensão da rede criminosa e verificar a existência de outras vítimas ainda não identificadas.

Diante do caso, o delegado Dr. Thiago Pinheiro fez um alerta público, destacando que o monitoramento de jogos online e redes sociais por parte dos pais e responsáveis é fundamental para interromper a ação de predadores virtuais. Devido à legislação vigente e para resguardar a integridade das vítimas, a identidade de todos os menores envolvidos está sob estrito sigilo.

O jovem de 21 anos foi conduzido ao sistema prisional e responderá judicialmente pelos crimes de aliciamento de criança para a prática de ato libidinoso, satisfação de lascívia mediante presença de criança, produção de cena de sexo explícito envolvendo vulnerável e armazenamento de pornografia infantil.

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