Após as chuvas da madrugada de domingo, dia 05, e a força d’água que, na manhã do mesmo dia, causou o transbordamento de uma barragem na zona rural e uma tromba d’água no Ribeirão das Antas, já na cidade de Bandeirantes, castigou pelo menos 12 áreas da região urbana e algumas rurais. A população, os poderes do Executivo e Legislativo, Defesa Civil Municipal e Estadual, entidades religiosas e da sociedade organizada, e Governo do Estado do Paraná, se uniram para atender os moradores afetados pela situação.
Cerca de 270 famílias foram atingidas pela enchente que teve início por volta das 6h, a água subiu rapidamente. Há registro, extraoficiais, de regiões que choveu até 200 mm durante aquela madrugada.
Com tal situação emergencial, o reitor do Santuário de Santa Terezinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, padre Rodolfo Chagas Pinho, abriu o Salão Paroquial para receber doações e preocupou-se em alimentar as pessoas que foram prejudicadas. Desde o desastre, todos os dias há voluntários que trabalham para separar as doações de roupas, sapatos e alimentos, dentre outras que foram encaminhadas ao Santuário. A Farmácia Municipal também ficou aberta durante todo o domingo (5) para aqueles que perderam seus medicamentos com a inundação e fossem retirar os remédios.
Já nesta segunda-feira (6) as escolas municipais Moacyr Castanho e a Yukiti Matida já haviam se preparado para receber as famílias desabrigadas, porém apenas um casal procurou um dos estabelecimentos na noite de domingo para dormir. A maioria, segundo informações, preferiu retornar as suas casas ou ficaram na casa de familiares e amigos. Nas escolas, marmitas foram preparadas para serem distribuídas.
Na sessão ordinária da Câmara de Vereadores realizada no início da noite de segunda-feira (06), os parlamentares votaram de forma favorável sobre o projeto do Poder Executivo para o ‘Aluguel Social’, com fins de levantamento das famílias afetadas para serem beneficiadas com subsídio até R$ 600.
APOIO DO ESTADO – O Governo do Estado e a Defesa Civil Estadual mandaram caminhões para o município onde foram entregues: 100 colchões, 100 kits dormitório, 300 cestas básicas, água (500 caixas com 48 copos), 200 kits de limpeza, com vassoura, balde e água sanitária, além de 3,6 mil unidades de 500 ml de álcool em gel para ajudar as famílias. A equipe da Defesa Civil também esteve em Bandeirantes para ajudar na elaboração dos documentos que permite acessar com mais facilidade os recursos estaduais e federais para dar uma resposta aos impactados. O coordenador executivo da Defesa Civil do Paraná, coronel Adriano de Mello, e o sargento Rogério Marcos Hammes, do Centro Estadual de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cegerd), se deslocaram até o município para acompanhar os trabalhos.
O governador em exercício Darcia Piana destacou que o Governo do Estado está preparado para prestar todo o auxílio necessário à população de Bandeirantes. “O governo está tomando todas as providências para amenizar os problemas que a chuva causou em Bandeirantes, prestando a assistência necessárias às pessoas que precisam de auxílio após um evento como esse”, afirmou.
O Estado disponibilizou uma aeronave do Batalhão da Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMoa), tanto para sobrevoar as áreas atingidas para avaliar os danos, como para eventualmente prestar socorro às pessoas atendidas. O helicóptero do Samu de Londrina também foi colocado à disposição para auxiliar a equipe da Defesa Civil, mas não precisou ser utilizado.
Além das residências atingidas, também foram registrados estragos em pontes e estradas da cidade. Segundo a Defesa Civil, mil pessoas foram afetadas e cinco estão desabrigadas, mas não há registros de feridos. A Copel afirmou que não há desligamentos na rede elétrica no momento.
DOENÇAS – A Secretaria de Estado da Saúde está em contato com as equipes municipais de Saúde para atender as demandas da cidade, inclusive com o envio de medicamentos se necessário. “Depois de um evento como esse, muitas doenças podem aparecer, principalmente as gastrointestinais ou leptospirose, eventualmente. Por isso, já contatei a 18ª Regional de Saúde. Se houver necessidade, vamos enviar medicamentos para conter as possíveis epidemias que podem ocorrer quando as águas baixarem”, explicou o secretário César Neves. (Assessoria e redação)




