(Redação com informações Portal Negocião e Marcília Estefani) – A Polícia Civil de Ourinhos, do oeste paulista, por meio da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), concluiu a etapa inicial das investigações que apuravam abusos cometidos contra quatro crianças de 11 anos no banheiro de uma escola municipal. As apurações, detalhadas pela delegada Renata Barrionuevo Ruiz de Oliveira em entrevista à jornalista Renata Tibúrcio, do Portal Negocião, resultaram na decretação da internação provisória e na apreensão de quatro adolescentes (três de 13 anos e um de 16), que responderão por atos infracionais análogos ao crime de estupro de vulnerável.

O caso começou a ser desvendado quando a mãe de uma das crianças foi alertada pela direção de ensino e procurou a DDM para registrar a ocorrência. Com a repercussão do fato, outros três responsáveis procuraram a delegacia relatando episódios semelhantes envolvendo seus filhos, o que levou à instauração dos procedimentos legais e à requisição de exames periciais no Instituto Médico Legal (IML). Durante as diligências, a equipe policial coletou depoimentos de funcionários e alunos, analisou imagens do sistema de monitoramento da escola e encaminhou as vítimas para escuta especializada com psicólogas do Núcleo de Atendimento Integrado à Criança e ao Adolescente (NAIA), procedimento decisivo para individualizar as condutas dos agressores e dar suporte psicológico e médico aos menores.

Diante da gravidade dos atos, do impacto na comunidade escolar e da necessidade de garantir a ordem pública, a Justiça acolheu o pedido da DDM e determinou a internação provisória do grupo. O mandado de busca e apreensão foi cumprido no último dia 27 em ação conjunta da DDM com o 31º Batalhão de Polícia Militar do Interior, resultando na localização dos infratores em residências e no ambiente escolar. Encaminhados à unidade da Fundação CASA em Cerqueira César, os quatro jovens permanecerão detidos por cerca de 45 dias, período em que o Judiciário avaliará a aplicação de medidas socioeducativas definitivas — que podem variar da liberdade assistida à internação por até três anos, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), enquanto o processo segue sob sigilo legal.

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