Totalmente gratuita, a aula será ministrada todos os sábados das 16h 30min às 18h

A Comunidade Vida e Esperança, de Bandeirantes, a partir do projeto social Arte em Ação, passa a oferecer aulas de Jiu-jitsu, com o instrutor Helber Rodrygo Tanaka, auxiliado por Fernando Junior Alves Santana e Nelson Zanin Junior. Os três praticantes são voluntários.

Crianças e adolescentes, com idade a partir dos 6 até os 15 anos poderão aprender essa arte marcial todos os sábados a partir das 16h30min, na sede da igreja, no Jardim Paraíso. No último dia 29, aconteceu a aula inaugural e contou com a presença de pais e convidados, além de alguns alunos (cerca de 14 crianças e adolescentes) que participaram dos primeiros movimentos do Jiu-jitsu. As aulas são totalmente gratuitas e abertas para toda a cidade. O aluno que não possuir o kimono pode participar com uma calça de moletom e camiseta.

A ARTE MARCIAL – O Jiu-jitsu, via de regra, é uma arte marcial que tem por objetivo conquistar posições de controle sob o adversário até o xeque-mate, a finalização, seja por torção ou estrangulamento. A modalidade é considerada um dos métodos mais incríveis de autoconhecimento, pois, por ser originalmente concebida como uma forma de autodefesa, o Jiu-jitsu, através de sua prática, oferece lições importantes que são adequadas ao próprio cotidiano, se tornando uma grande metáfora da própria vida.

Aula Inaugural contou com 14 participantes entre crianças e adolescentes

O Jiu-jitsu ganhou novos rumos quando o célebre Mitsuyo Maeda decidiu ganhar o mundo e provar a eficiência de seus estrangulamentos e chaves de braço contra oponentes de todos os tamanhos e estilos. Eterno defensor das técnicas de defesa pessoal, Maeda embarcou para os Estados Unidos em 1904 e, graças aos laços políticos e econômicos entre Japão e EUA, a modalidade deu saltos importantes em solo americano.

Nos EUA, Maeda colecionou milhares de combates e adversários tombados em competições pelo mundo, como na Inglaterra, Bélgica e Espanha, onde sua nobre postura lhe rendeu o apelido que o consagrou: Conde Koma.

Quando voltou à América, Maeda fez diversas apresentações e desafios em países como El Salvador, Costa Rica, Panamá, Honduras, Colômbia, Equador, Peru, Chile e Argentina. Em 1914, mais precisamente em Belém do Pará, o valente Conde Koma enfim desembarcaria para fincar raízes em solo brasileiro.

Em 1917, um adolescente de nome Carlos Gracie viu pela primeira vez, em Belém, uma apresentação do japonês que era capaz de dominar e finalizar gigantes. Amigo de seu pai, Gastão Gracie, Maeda é considerado um dos mestres dos conceitos que mais tarde dariam origem ao Brazilian Jiu-jitsu, o respeitado e vencedor estilo que dominou os palcos dos principais eventos de Jiu-jitsu e MMA, formando diversos atletas pelo mundo.

Carlos Gracie era um dos alunos mais fiéis do mestre Maeda, e passou a incutir nos irmãos o amor pela modalidade. Um de oito irmãos (Oswaldo, Gastão Jr, George, Helena, Hélio, Mary e Ilka), Carlos abriu a primeira academia de Jiu-jitsu da família Gracie em 1925.

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