(Redação com informações assessoria MPPR) – A 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) decidiu, de forma unânime, que todos os 25 crimes imputados ao padre Genivaldo Santos, denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR), deverão ser julgados pela comarca de Cascavel. A decisão atende a um recurso do MPPR contra o entendimento anterior de primeira instância, que havia declinado a competência de três delitos por considerar que teriam ocorrido fora dos limites do município.
O Tribunal acolheu a tese da conexão probatória, argumentando que a centralização do processo em uma única comarca facilita a instrução criminal e a análise das provas. O réu, que foi afastado de suas funções religiosas, é o alvo central da Operação Lobo em Pele de Cordeiro, conduzida pelo Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria).
A denúncia oferecida pela 15ª Promotoria de Justiça de Cascavel é extensa e detalha uma série de abusos e ilegalidades cometidos contra 16 vítimas, com idades que variavam entre 12 e 48 anos no período dos fatos. O rol de crimes inclui: 9 casos de estupro de vulnerável; 6 episódios de importunação sexual; 2 violações sexuais mediante fraude; 7 ocorrências de tráfico de drogas; 1 entrega de substância nociva à saúde.
SITUAÇÃO PENAL E REPARAÇÃO – O religioso permanece em prisão preventiva desde o final de outubro de 2025, custodiado no Complexo Médico Penal de Cascavel. Além da condenação criminal, que pode resultar em décadas de reclusão, o Ministério Público pleiteia que o réu pague indenizações por danos morais e materiais às vítimas.
Os valores solicitados na ação variam entre R$ 20 mil e R$ 150 mil para cada pessoa atingida pelos crimes.




