( Redação com informações Portal JNN) – Após 24 dias de cuidados intensivos e monitoramento especializado, as trigêmeas Ana Lívia, Ana Clara e Ana Vitória receberam alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do Hospital Regional do Norte Pioneiro (HRNP), em Santo Antônio da Platina. As irmãs nasceram de forma prematura no dia 3 de maio, com 33 semanas e quatro dias de gestação, por meio de um parto cesáreo realizado na própria instituição. Os nascimentos ocorreram em um intervalo de apenas quatro minutos, entre as 8h56 e as 9h.

Devido à prematuridade, as bebês foram encaminhadas à UTI Neonatal logo após o parto. A segunda a nascer demandou suporte respiratório imediato ainda na sala de cirurgia, enquanto as outras duas ficaram sob observação constante. A evolução clínica das irmãs foi celebrada pelos pais, Ana Paula da Silva e Wellington Alves da Conceição, moradores do município. A mãe, que já tem outros três filhos, relatou o susto inicial com a descoberta da gravidez múltipla, mas demonstrou alívio com a nova etapa do tratamento. O pai também destacou a expectativa de levar as filhas para casa em breve.

Embora tenham deixado a terapia intensiva, as trigêmeas continuam internadas na enfermaria do hospital. Nesta fase, elas recebem acompanhamento focado no ganho de peso e no desenvolvimento clínico geral. A alta hospitalar definitiva deve acontecer nos próximos dias, assim que as crianças atingirem todos os critérios médicos de segurança.
O Hospital Regional do Norte Pioneiro é referência em atendimento materno-infantil de média e alta complexidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS), registrando uma média de 180 partos mensais. Casos de trigêmeos são incomuns na unidade; o último registro desse tipo havia ocorrido em março de 2025.

O secretário estadual da Saúde, Cesar Neves, pontuou que o sucesso no atendimento e na recuperação das bebês evidencia a eficiência do trabalho integrado das equipes multiprofissionais da rede pública. Além disso, o Paraná mantém a liderança nacional na assistência gestacional, registrando, pelo sexto ano consecutivo, o maior percentual de grávidas com sete ou mais consultas pré-natal pelo SUS, com um índice de 89%.

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