Giovana Balsarin Pinto é aluna da 3ª série do Ensino Médio do Colégio Estadual Cívico-Militar Doutor João da Rocha Chueiri em Ribeirão Claro

Famosa por suas paisagens naturais, como a Represa de Chavantes, o Morro do Gavião e a Estância Pedra do Índio, a cidade de Ribeirão Claro, no Norte Pioneiro, pode ganhar uma nova atração turística voltada à sustentabilidade. Uma pesquisa desenvolvida pela aluna Giovana Balsarin Pinto, de 18 anos, propõe transformar os resíduos orgânicos gerados no município em adubo agrícola, envolvendo a participação direta de turistas em propriedades da zona rural.

Giovana é aluna da 3ª série do Ensino Médio do Colégio Estadual Cívico-Militar Doutor João da Rocha Chueiri e moradora de um sítio familiar. Sua vivência no campo inspirou o estudo, que avalia o cenário da gestão de resíduos da cidade. Atualmente, embora Ribeirão Claro conte com coleta seletiva para recicláveis, o lixo orgânico da população e do setor de serviços é destinado integralmente a um aterro sanitário licenciado. A proposta da estudante visa reverter esse desperdício por meio da economia circular e da educação ambiental.

Pelo modelo idealizado por Giovana, estabelecimentos como supermercados, restaurantes e pousadas realizariam a separação de restos de alimentos e cascas de frutas para encaminhamento a pontos de coleta. A partir daí, os próprios visitantes poderiam retirar pequenas cotas desses materiais e levá-los até as propriedades rurais parceiras. No local, os turistas vivenciariam de perto o processo de compostagem e veriam como o adubo resultante é empregado nas lavouras locais, agregando valor às rotas turísticas regionais e incentivando o consumo consciente.

O projeto exige o levantamento de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) e do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná). Segundo o Censo do IBGE, o município possui 12.364 habitantes — dos quais 72,1% residem na área urbana — e integra a região turística conhecida como Angra Doce. Em sua fase atual, focada em diagnóstico, o trabalho projeta etapas futuras como o mapeamento do volume exato de resíduos, o engajamento dos produtores rurais e a criação de uma logística de recolhimento, que poderá ser integrada a um aplicativo de ecopontos criado pela jovem em um estudo anterior.

A iniciativa foi estruturada no atendimento educacional direcionado a alunos com altas habilidades e superdotação, com a orientação da professora Karen Pires Diniz. A docente destaca que a metodologia busca estimular pesquisas ancoradas na realidade dos próprios estudantes. Iniciado no primeiro semestre, o projeto já rendeu frutos acadêmicos: foi premiado em uma feira científica do Instituto Federal do Paraná (IFPR), em Jacarezinho, e apresentado na Feira Científica do Núcleo de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação (FENAAH/S), promovida pela Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR), em Foz do Iguaçu.

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